Fabricantes espanhóis defendem em Bruxelas soluções alternativas na luta contra o CO2
A Sernauto e a CLEPA defenderam em Bruxelas as soluções tecnológicas produzidas em Espanha para reduzir as emissões de CO2.

Vejamos a situação: uma reunião de trabalho entre eurodeputados e empresas importantes a nível europeu no setor automóvel. “Contribuir para a descarbonização do transporte rodoviário na União Europeia através da redução das emissões de CO2 e da contribuição de diversas soluções tecnológicas produzidas em Espanha”. Esse era o objetivo da reunião de trabalho realizada em Bruxelas entre eurodeputados espanhóis no Parlamento Europeu, membros da Comissão Diretiva da Sernauto e representantes de empresas como Bosch, CIE Automotive, Getamp, Grupo Antolín e Valeo, que apresentaram os desenvolvimentos em curso em matéria de gestão térmica, melhoria da eficiência dos sistemas de propulsão, redução do peso de componentes estruturais e melhor aproveitamento de recursos materiais e energéticos.
O objetivo da reunião era mostrar aos eurodeputados a necessidade de considerar e ter em conta todas as opções tecnológicas na próxima legislação que a UE está a preparar para reduzir as emissões de CO2 de automóveis e carrinhas para o período 2020-2030, uma legislação que se prevê que tenha um grande impacto na indústria automóvel europeia.
Segundo afirmou Pilar Ayuso, eurodeputada espanhola no Parlamento Europeu e organizadora da reunião, “Foi muito interessante perceber o que a tecnologia pode fazer e como a Europa pode aproveitar os pontos fortes da sua indústria para enfrentar os problemas ambientais”.

O diretor-geral da Sernauto destacou durante a reunião que “O setor de equipamentos e componentes para automóveis é fundamental para o tecido económico de Espanha e exporta os seus produtos para todo o mundo. Para manter a liderança tecnológica da U.E. e a competitividade dos fornecedores da indústria automóvel, é importante que a Europa continue a ter um quadro legislativo ambicioso mas neutro“.
No mesmo sentido se pronunciou Sigrid de Vries, secretária-geral da CLEPA (Associação Europeia de Fornecedores de Automóveis), associação que “pede ao legislador que mantenha uma mentalidade aberta a todas as opções tecnológicas e que disponibilize um quadro político que promova a inovação na Europa. Não existe uma solução única para alcançar os objetivos de eficiência energética e de redução das emissões de CO2; automóveis, carrinhas, motociclos, autocarros e camiões oferecem soluções diferentes para a mobilidade, pelo que os clientes devem ter a oportunidade de escolher a combinação tecnológica que melhor se adapte às suas necessidades”. Segundo a CLEPA, a proposta da UE em matéria de redução de CO2 para automóveis é muito exigente, pelo que sublinha que a sua abordagem deve centrar-se em como cumprir os objetivos e mitigar o impacto que possa ter na economia e na sociedade.
Os representantes da Sernauto e da CLEPA apresentaram as soluções de mobilidade de longo curso que as empresas que representam produzem para alcançar os ambiciosos objetivos ambientais e de segurança que se pretendem. Os fabricantes de equipamentos e componentes automóveis fornecem até 75% do valor do veículo e investem mais de 22.000 milhões de euros por ano em I+D, o que representa mais de metade da I+D no setor automóvel da UE. Em Espanha, o setor faturou em 2016 mais de 34.000 milhões de euros e deu emprego, direta ou indiretamente, a 343.500 pessoas.
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