Finalmente! As mulheres da Arábia Saudita poderão conduzir legalmente
Salman bin Abdelaziz, rei do país árabe, autorizou a emissão de cartas de condução às mulheres do seu país.

Há coisas que não deveriam acontecer no século XXI, e uma delas é que as mulheres da Arábia Saudita estejam proibidas de conduzir. A mentalidade ultraconservadora do país asiático transformou-o no único território do mundo que não permite um direito tão básico como este. Felizmente, esta história chega ao fim. O rei do país oriental, Salman bin Abdelaziz, pôs fim à proibição e, a partir de junho de 2018, as mulheres poderão circular pelas suas estradas de forma totalmente legal.
Com o objetivo de criar a legislação correspondente, o monarca saudita criou uma comissão formada pelos ministérios do Trabalho, do Interior, do Desenvolvimento Social e das Finanças, onde serão definidas as linhas gerais de uma medida que deverá estar pronta em junho de 2018.

Os defensores dos direitos da mulher neste país tiveram de lutar muito para conseguir este avanço histórico, que em nenhum caso contou com o apoio de todo o país. Um setor ultraconservador da população saudita esteve sempre contra esta medida, porque considera impróprio que homens e mulheres se misturem no trânsito. Um clérigo do país chegou a afirmar que “conduzir afeta a pélvis e os ovários das mulheres, o que faz com que dêem à luz crianças com problemas”, um comentário lamentável que, logicamente, foi motivo de chacota.
“Realmente trabalhámos para isso. Estou muito contente por finalmente podermos conduzir. Mulheres e homens têm exigido isto há muito tempo na rua, por escrito, em petições ao monarca. Devia ter acontecido antes”, foram as palavras de uma das defensoras dos direitos da mulher no seu país, Eman al Nafjan.
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