Renault tinha considerado a possibilidade de suicídios entre os seus executivos envolvidos no caso de espionagem

Fernando Alvarez     13 October 2012     1 min.
Renault tinha considerado a possibilidade de suicídios entre os seus executivos envolvidos no caso de espionagem

A imprensa francesa publicou ontem que Renault tinha preparado cartas de condolências para os familiares dos três executivos despedidos por espionagem industrial no ano passado, caso estes se suicidassem.

No início do ano passado, tomámos conhecimento, com alguma surpresa, de que Renault tinha despedido três dos seus executivos, os senhores Balthazard, Bertrand Rochette e Matthieu Tenenbaum, por tentativas de espionagem industrial a favor de empresas sediadas na China.

Mas o caso regressa agora à ribalta, tomando já um rumo bastante bizarro, quando a imprensa francesa revelou ontem que Renault tinha preparado cartas de condolências caso os seus três executivos se suicidassem. Isso não aconteceu; pelo contrário, os três receberam indemnizações avultadas e foram posteriormente perdoados por Renault, após se ter descoberto que as acusações eram falsas.

Para já, o caso ainda não está encerrado. As investigações apontam agora para que os responsáveis pela investigação interna da empresa, que teriam exigido dinheiro em troca de dados reais sobre transferências bancárias de Balthazard, Rochette e Tenenbaum, serão acusados de fraude por terem entregue dados falsos.

Seja como for, tudo indica que se trata de uma manobra de altíssimo nível para prejudicar Renault ou para pôr fim à carreira dos três executivos mencionados, algo que quase custou o lugar ao próprio Carlos Ghosn e que chegou a envolver figuras do governo francês.

Via | Automotive News

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