As matrículas de ligeiros de passageiros e todo-o-terreno sobem 66,1% em março
As matrículas de ligeiros de passageiros e todo-o-terreno fecharam o terceiro mês do ano em terreno positivo.

O terceiro mês do ano culminou com números de vendas muito bons. Concretamente, o mercado de ligeiros de passageiros e todo-o-terreno encadeou o seu terceiro mês positivo, com um crescimento de 66,1% face ao mesmo mês de 2022. Além disso, durante o primeiro trimestre, o crescimento é de 44,5%, com um total de 237.563 unidades.
Este aumento deve-se principalmente à melhoria da cadeia logística e da produção de veículos. Da mesma forma, neste último mês de março foi escoada uma bolsa de encomendas acumuladas que aumentou o volume de vendas, principalmente no canal de locadoras e empresas. Contudo, apesar da melhoria em março, o mercado continua 19% abaixo dos números anteriores à pandemia, em 2019.
As emissões médias de CO2 dos ligeiros de passageiros vendidos em março fixam-se em 119,8 gramas de CO2 por quilómetro percorrido, menos 0,28% do que a média de emissões dos ligeiros novos vendidos no mesmo mês de 2022. Durante 2023, as emissões situam-se em 119,1 gramas de CO2 por quilómetro percorrido, menos 0,34% do que no mesmo período do ano anterior.
Um mês de março muito movimentado

Quanto às matrículas por canais, registam-se melhorias em todos eles face ao mesmo mês de março do ano anterior. As principais melhorias verificam-se no canal de empresas, com um aumento de 44,8% e 38.656 unidades vendidas, bem como no de rent-a-car, que cresce 269,4% com 24.807 vendas, impulsionando em grande medida o crescimento do mercado no último mês. Do mesmo modo, as vendas dirigidas a particulares crescem 36%, até às 36.061 matrículas em março.
Félix García, diretor de comunicação e marketing da Anfac, explicou que “as vendas de ligeiros novos fecham um primeiro trimestre em terreno positivo, algo que não acontecia desde antes da pandemia. E fazêmo-lo com um março em que quase roçámos as 100.000 vendas. Nestes três primeiros meses tivemos uma certa estabilidade na cadeia de abastecimento de peças e na logística, que permitiu escoar as encomendas geradas, como demonstra o impulso do canal de empresas. No entanto, os particulares continuam a comprar mais de 15.000 veículos a menos por mês do que em 2019″.
Raúl Morales, diretor de comunicação da Faconauto, acrescentou que “as vendas de veículos comportaram-se melhor do que o esperado neste arranque do ano, sobretudo graças ao escoamento da bolsa de veículos gerada no último trimestre do ano passado. Março confirmou esta tendência, impulsionada pelas matrículas feitas pelas empresas de aluguer de veículos, que se têm vindo a preparar para a época turística da Semana Santa”.

Para Tania Puche, diretora de comunicação da Ganvam, “as matrículas ficam às portas das 100.000 unidades mensais, muito perto do seu volume natural. O impulso das compras das empresas de aluguer, que se abastecem de frota para responder às boas expectativas turísticas da Semana Santa, contribuiu para encadear três meses seguidos em terreno positivo e fechar o primeiro trimestre com um certo ar esperançoso”.
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