O Volvo C70 celebra 20 velas no seu bolo, por isso recordamos a sua história

O Volvo C70 foi um carro muito especial para a marca sueca. Tratou-se do primeiro coupé que a empresa fabricava desde o aparecimento do 1800 e, na Volvo, queriam que fosse algo diferente, que mudasse a imagem da empresa e que oferecesse uma experiência nova aos compradores dos seus carros. Eram os primeiros anos da década de 90 e era preciso pensar em como tornar este carro diferente e atraente.
O método de design e desenvolvimento do Volvo C70 também foi distinto, já que se contou com a colaboração da empresa britânica de design Tom Walkinshaw Racing (TWR), que já colaborava com a Volvo no departamento de competição. O pequeno grupo de projeto foi liderado por Håkan Abrahamsson, um chefe de projeto com menos de 40 anos que representava o setor jovem da empresa, que era o target que se procurava.

O design do C70
Para chegar à forma definitiva, os membros do grupo tiveram de fazer um exame exaustivo aos coupés e cabrios das principais marcas da concorrência, para obter todos os dados de que precisavam para dar forma aos dois modelos que pensavam fabricar, um de cada tipo. E para o fazer, deslocaram-se ao Sul de França com as suas famílias para começar a recolher todos os dados necessários para iniciar o trabalho.
No design do Volvo C70 participaram, de certa forma, também as famílias dos engenheirosDiz-se que foi graças à decisão de que as famílias acompanhassem os engenheiros que puderam obter uma série de dados que, de outra forma, não teriam notado. Estar fora da indústria permitia aos acompanhantes encontrar pistas que os profissionais não conseguiam ver, mais centrados no conforto e na comodidade do que nas características técnicas dos carros. Com tudo isto, regressaram às instalações da TWR em Oxford e começou o trabalho de design e desenvolvimento.
Enquanto a Volvo desenvolvia a base sobre a qual se ia montar este C70, a TWR encarregou-se do design e do ajuste da produção. Para o design, a equipa recebeu carta branca, algo bastante invulgar na indústria, e começaram a pensar numa mudança importante na carroçaria. Afastou-se a característica forma quadrada da Volvo e pensou-se em arredondar um pouco as formas e oferecer um design totalmente inovador para a marca.
O novo modelo foi construído sobre o 850, do qual manteve o comprimento e a distância entre eixos. Mesmo com estas medidas, o novo C70 oferecia um aspeto mais elegante, com uma frente que recordava o design tradicional da Volvo, mas na parte traseira tinha um aspeto totalmente diferente. Isto marcou a tendência dos modelos seguintes da Volvo, que seguiram a linha traçada por este modelo.

O lançamento
A colaboração entre a Volvo e a TWR permitiu que o processo fosse rápido e eficiente. Passaram apenas 30 meses desde o início do projeto até o Volvo C70 entrar na fase de produção. No que respeita à motorização, saiu ao mercado com o motor que também equipava o 850, um bloco de 2,3 litros que oferecia uma potência de 240 CV. Na gama figurava também outro ligeiramente mais suave, com 2,5 litros e uma potência de 193 CV. Nos mercados em que a cilindrada era importante para o cálculo dos impostos, lançaram-se versões de 2,0 litros que ofereciam 180 e 225 CV.
O 30 de setembro de 1996 foi apresentado no Salão de Paris, e precisamente no dia em que se lançou o coupé anunciou-se a chegada de uma versão cabrio. Como nota, convém referir que foi lançado com 17 cores possíveis para a carroçaria, que tinha um interior desenhado por José Díaz de la Vega, que também participou na criação das cores exteriores. A apresentação do Volvo 70 foi a primeira que pôde ser acompanhada em direto pela internet, algo que hoje é muito comum, mas que em 1996 representava uma complexidade técnica muito grande.
Hoje, o Volvo C70 continua a ser tão popular como foi no seu lançamento e na Suécia existe um clube de proprietários e entusiastas do modelo, que estão a trabalhar para celebrar este 20.º aniversário do seu lançamento.
Galería de fotos -
VOLVO C70
Fonte | Volvo
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