Pneus: a nova etiqueta europeia

Antonio Roncero    @roncero_antonio    8 June 2020     2 min.
Pneus: a nova etiqueta europeia

A partir de 1 de maio de 2021, os pneus passarão a incorporar uma nova etiqueta que altera o seu design e inclui informação sobre a aderência na neve e no gelo.

Já foi aprovado o novo Regulamento sobre a rotulagem dos pneus, que entrará em vigor a partir de 1 de maio de 2021, segundo avança a Associação Nacional de Distribuidores e Importadores de Pneus (Adine). E traz novidades na etiqueta dos pneus tal como a conhecemos até agora.

Para começar, a etiqueta, que muda de design e inclui algumas informações novas, passará a ser obrigatória também para os pneus de camião, além dos de ligeiros de passageiros e de carrinhas.

Aqui explicamos as chaves para interpretar a atual etiqueta dos pneus. Uma informação que permite comparar pneus entre si com base numa classificação que avalia três parâmetros fundamentais: a eficiência energética, a aderência em piso molhado e o ruído de rolamento.

A nova etiqueta dos pneus incluirá um código QR

Estas três características manter-se-ão na nova etiqueta, que continuará a fornecer a informação sobre o consumo de combustível e a aderência em molhado numa escala que vai de A (melhor) a G (pior), com o nível de ruído de rolamento expresso em decibéis, embora o design mude ligeiramente para o tornar mais legível.

Como novidade interessante, a etiqueta passará a incluir informação sobre o desempenho dos pneus concebidos para utilização em condições extremas de neve e gelo. Se o pneu cumprir os valores mínimos do índice de aderência na neve e no gelo estabelecidos nos regulamentos correspondentes, serão incorporados os pictogramas respetivos.

Pneus de inverno

É também uma novidade a incorporação de um código QR na parte superior da etiqueta, que permitirá digitalizar as principais características do pneu.

Ficam de fora da etiqueta algumas informações que alguns fabricantes, como é o caso da Michelin, reclamam há algum tempo. Em concreto, o comportamento do pneu depois de gasto e dados sobre a sua durabilidade. Para já, a UE considera que não existem métodos fiáveis, precisos e reprodutíveis que permitam incluir esta informação.

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