A Itália ajudará Lamborghini a fabricar o seu SUV em troca de mais empregos

Guillermo Arnal     6 May 2015     2 min.
A Itália ajudará Lamborghini a fabricar o seu SUV em troca de mais empregos

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Lamborghini conseguiu esta terça-feira um argumento com o qual convencer definitivamente a sua proprietária, Audi, a fabricar o SUV que há tanto tempo planeia. O Governo italiano liderado por Matteo Renzi, ávido de reduzir a taxa de desemprego e cuja reforma laboral “Jobsact“, em vigor desde março, ainda não deu os frutos que o primeiro-ministro previa — o desemprego, que atinge os 13 %, subiu nesse mês pela segunda vez consecutiva, segundo o Istat —, colaborará com o fabricante de Sant’Agata Bolognese para concretizar este modelo em contrapartida pelo aumento do seu quadro de pessoal no seu país de origem.

O acordo que as duas partes estão a negociar implicará que, se Lamborghini contratar trezentos trabalhadores que cubram o aumento da capacidade produtiva, a Itália se comprometerá a oferecer-lhe vantagens fiscais no valor de cem milhões de euros que facilitem a construção da fábrica onde será montado o SUV. Segundo fontes próximas da iniciativa que preferiram não ser identificadas pela Bloomberg, Lamborghini reuniu-se ontem em Roma com representantes do Governo italiano e concordou em assinar um acordo o mais brevemente possível.

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Paralelamente a estas discussões, a empresa italiana tenta acertar com os sindicatos locais um reajuste mais flexível do horário de trabalho. Tal como as ajudas fiscais, esta medida contribuiria para que Audi aprovasse a produção do modelo, o mais tardar até ao final de junho, segundo as perspetivas mais otimistas de Lamborghini.

As fontes que falaram com a Bloomberg, por outro lado, mostram-se mais céticas quanto ao resultado destes encontros entre a entidade patronal e os trabalhadores. Acrescentaram que, com o objetivo de reduzir custos de fabrico, Lamborghini propôs à VAG deslocalizar a produção do chassi e de outras peças para outras instalações do grupo alemão, como por exemplo a eslovaca de Bratislava, de onde sai a estrutura do Porsche Cayenne.

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Embora Audi mantenha a sua posição oficial de que ainda não decidiu nada acerca do SUV, o seu diretor executivo, Rupert Stadler, reconheceu no início de 2015, numa entrevista, que o SUV representa uma oportunidade de evolução empresarial.

Além disso, a empresa de Ingolstadt já admitiu anteriormente que a Lamborghini precisa de alargar a sua gama para além dos desportivos, para se dirigir melhor a determinados tipos de clientes e, mais concretamente, à China, onde grande parte das estradas estão mal asfaltadas ou não o estão de todo e não são adequadas aos seus modelos atuais.

Via | Bloomberg

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