Cansado de carregar as baterias do seu carro elétrico? Chega o primeiro modelo sem baterias
O Nanoflowcell Quantino 25 é um carro elétrico que não terá baterias para armazenar energia, mas sim que esta será produzida através de uma reação química.

Um dos grandes problemas dos carros elétricos é a necessidade de ter de carregar as baterias. Trata-se de um processo que demora muito tempo e que torna a posse de um destes veículos um pouco trabalhosa. Mas chega agora um carro elétrico que oferece uma novidade que pode ser muito interessante: não utiliza baterias.
Logo vais pensar que se trata de um carro movido por tecnologia de célula de combustível de hidrogénio. Mas não, trata-se do Nanoflowcell Quantino 25, um carro concebido para funcionar sem baterias graças a um novo sistema químico. E atenção, porque os seus criadores garantem que poderá ter uma autonomia de até 1.000 quilómetros.

Tecnologia elétrica sem baterias
As baterias são um elemento fundamental para o carro elétrico, tal como o entendemos hoje em dia. Apresentam vários problemas, para além do que já comentámos e que fazem com que o carregamento se atrase muito. E é que é um dispositivo muito pesado, quase o que mais pesa no carro elétrico. Isto faz com que seja necessário utilizar pneus especiais, capazes de suportar esse peso extra.
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NANOFLOWCELL QUANTINO 25
Com o Nanoflowcell Quantino 25 esse problema desaparece. O modelo funcionará com uma tecnologia chamada bi-ION. Esta utiliza dois depósitos com duas soluções líquidas. Uma delas está carregada com eletrólitos carregados positivamente e a outra, com anólitos carregados negativamente. Ambas se juntam sobre uma membrana seletiva, onde se combinam e se aproveita a energia elétrica que se produz nesse momento.
Com a energia que produz esta reação química o carro poderá percorrer até aos 1.000 quilómetros prometidos. Isto sim, para o modelo de produção, a empresa responsável indica um total de 800 quilómetros de autonomia. E a partir daí chegam as más notícias. Porque para que funcione, é necessário uma estação de carregamento que disponha destas duas soluções líquidas carregadas de forma a que possa funcionar.
Isso implica acrescentar mais uma infraestrutura de carregamento às necessidades dos veículos com mobilidade elétrica. Algo que vai dificultar a sua implantação, caso chegue finalmente à produção. De qualquer forma, é outra alternativa ao motor de combustão e à utilização de carros elétricos, por isso não está mal conhecê-la e quem sabe se acaba por ser uma das opções viáveis com que nos depararemos em breve.
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