Cansado de carregar as baterias do seu carro elétrico? Chega o primeiro modelo sem baterias

Victor Alós Yus    @sepelaci    29 December 2022     2 min.
Cansado de carregar as baterias do seu carro elétrico? Chega o primeiro modelo sem baterias

O Nanoflowcell Quantino 25 é um carro elétrico que não terá baterias para armazenar energia, mas sim que esta será produzida através de uma reação química.

Nanoflowcell Quantino 25 Lateral

Um dos grandes problemas dos carros elétricos é a necessidade de ter de carregar as baterias. Trata-se de um processo que demora muito tempo e que torna a posse de um destes veículos um pouco trabalhosa. Mas chega agora um carro elétrico que oferece uma novidade que pode ser muito interessante: não utiliza baterias.

Logo vais pensar que se trata de um carro movido por tecnologia de célula de combustível de hidrogénio. Mas não, trata-se do Nanoflowcell Quantino 25, um carro concebido para funcionar sem baterias graças a um novo sistema químico. E atenção, porque os seus criadores garantem que poderá ter uma autonomia de até 1.000 quilómetros.

Nanoflowcell Quantino 25 General

Tecnologia elétrica sem baterias

As baterias são um elemento fundamental para o carro elétrico, tal como o entendemos hoje em dia. Apresentam vários problemas, para além do que já comentámos e que fazem com que o carregamento se atrase muito. E é que é um dispositivo muito pesado, quase o que mais pesa no carro elétrico. Isto faz com que seja necessário utilizar pneus especiais, capazes de suportar esse peso extra.

Com o Nanoflowcell Quantino 25 esse problema desaparece. O modelo funcionará com uma tecnologia chamada bi-ION. Esta utiliza dois depósitos com duas soluções líquidas. Uma delas está carregada com eletrólitos carregados positivamente e a outra, com anólitos carregados negativamente. Ambas se juntam sobre uma membrana seletiva, onde se combinam e se aproveita a energia elétrica que se produz nesse momento.

Com a energia que produz esta reação química o carro poderá percorrer até aos 1.000 quilómetros prometidos. Isto sim, para o modelo de produção, a empresa responsável indica um total de 800 quilómetros de autonomia. E a partir daí chegam as más notícias. Porque para que funcione, é necessário uma estação de carregamento que disponha destas duas soluções líquidas carregadas de forma a que possa funcionar.

Isso implica acrescentar mais uma infraestrutura de carregamento às necessidades dos veículos com mobilidade elétrica. Algo que vai dificultar a sua implantação, caso chegue finalmente à produção. De qualquer forma, é outra alternativa ao motor de combustão e à utilização de carros elétricos, por isso não está mal conhecê-la e quem sabe se acaba por ser uma das opções viáveis com que nos depararemos em breve.

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