Jeep Wrangler Sahara 2.8 CRD Aut., teste (Design exterior, interior e acabamentos)

Diego G. Moreira     10 October 2013     5 min.
Jeep Wrangler Sahara 2.8 CRD Aut., teste (Design exterior, interior e acabamentos)

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Continuamos com o nosso protagonista americano, mas não é um americano qualquer, e sim um com alma campestre e amante dos desafios fora do asfalto. Falamos do Jeep Wrangler que testámos com o único motor diesel disponível na gama, é certo, mas muito prestacional com 200 CV e caixa de velocidades automática.

Na primeira parte do teste contámos-te tudo sobre o motor, um 2.8 CRD de 200 CV associado a uma caixa automática de cinco relações. Mas também analisámos o comportamento, tanto na estrada como as capacidades off-road deste 4×4 puro. Agora, na segunda parte, toca-nos falar do seu design e do interior, do espaço que oferece aos ocupantes e dos acabamentos.

Design exterior

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Robusto, austero e com um certo ar tradicional no seu design. Assim é o Wrangler, um carro que cresceu na sua última geração mas que continua fiel a uma imagem simples, robusta e diferente. A frente é rude, com pára-choques de grandes dimensões, a típica grelha Jeep e dois faróis em estilo tradicional.

Lateralmente portas quadradas (que se podem desmontar) e a parte traseira rígida (acabamento Sahara, também desmontável). O carro é alto, com passos de roda bem marcados, e para subirmos temos de dar um pequeno salto.

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Já a traseira tem um desenho quadrado, com porta de abertura lateral (abre-se separadamente o vidro e a porta da mala) e pára-choques de grandes dimensões. E se furarmos? Bem, temos o pneu sobresselente de tamanho normal na parte traseira; não imagino reparar um pneu do Wrangler com um kit de reparação rápida.

Retirar a capota do Jeep Wrangler

Quase todo o exterior do carro é desmontável, e não estou a exagerar. O que salta primeiro à vista é a capota traseira (que pode ser de lona ou rígida, consoante o acabamento). Para a desmontar é preciso duas pessoas, para ser mais fácil (porque a capota rígida com o vidro incluído pesa um pouco).

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Primeiro retira-se o tejadilho dianteiro, duas lâminas de plástico e metal que se desmontam com facilidade. Segundo, desaparafusar no interior vários parafusos com uma chave especial, e soltam-se os fixadores do limpa-vidros traseiro (o tubo da água e a ficha da corrente). Com tudo desmontado (apenas cerca de 5 minutos) podemos retirar a parte traseira (melhor entre duas pessoas).

Mas, além disso, se estivermos inspirados ou simplesmente nos sobrarem as portas, também se podem desmontar retirando alguns parafusos. Até o para-brisas se pode desmontar e dobrar sobre o capô, que tem uns batentes de borracha para o prender com segurança. Opcionalmente pode montar-se uma capota de lona para cobrir o carro em caso de emergência (por exemplo, se chover) sem necessidade de montar o tejadilho rígido.

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Em caso de capotamento, existem as barras de protecção, que, embora venham acolchoadas, estão preparadas para resistir a um capotamento. A imagem do carro muda radicalmente quando fica sem capota, com um ar ao estilo “Nadador-salvador“, com o qual se pode desfrutar de um dia de praia, de montanha ou simplesmente de passear pela cidade num descapotável diferente.

Design interior, espaço e acabamentos

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O design interior está em consonância com o que vemos por fora; o tablier tem formas simples mas é prático. Na parte superior está o rádio, táctil na nossa unidade; no meio, o climatizador automático; e na consola central, a alavanca de velocidades e a caixa de transferência.

A instrumentação é simples, mas dispõe de computador de bordo, bússola e indicador de temperatura exterior. O acabamento é correcto; todo o tablier é de plástico rígido, mas pelo menos os ajustes estão bem feitos e não há ruídos estranhos como noutros interiores de plástico.

A posição de condução é muito elevada, a visibilidade é boa e o estofo dos bancos é macio. Isto, à partida, é bom para sair do asfalto ou para percursos curtos, mas para fazer quilómetros na auto-estrada não são os bancos mais confortáveis.

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Há espaço mais que suficiente nos lugares dianteiros, tanto em largura como em altura para a cabeça. Já os dois lugares traseiros são amplos, só que o acesso é um pouco complicado, porque entre ter de saltar e depois passar para a parte traseira, é preciso alguma agilidade para lá chegar.

Mala e arrumação

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A mala não é o ponto forte do Wrangler; tanto faz que seja a versão de quatro portas como esta de duas, porque o espaço destinado à mala é pequeno, concretamente 141 litros (um Mini tem uma mala de maior tamanho, 190 litros). Mas, em compensação, se não formos carregados com quatro pessoas, podemos rebater facilmente os bancos traseiros e então dispomos de um espaço de carga muito mais digno e amplo.

No capítulo dos espaços de arrumação, certamente vai chamar-te a atenção as redes das portas, muito simples e originais, mas ao mesmo tempo pouco práticas, porque não têm muito espaço para guardar coisas. No habitáculo isto compensa-se com uma grande consola central, um porta-luvas de tamanho correcto e vários porta-copos na consola central.

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Na terceira parte do teste falaremos de tudo sobre o equipamento, incluindo o de segurança, os preços do Jeep Wrangler e a nossa avaliação geral do carro.

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E, como sempre, a nossa galeria de fotos, para ver em detalhe o Jeep Wrangler.

Fotos | R. Rodriguez, S. Rodriguez, Diego G. Moreira e agradecimentos ao resto da equipa que tornou possível a sessão fotográfica.

Ficha técnica deste carro


5 comentarios

  1. Amando Crespo says:

    Mi Jeep Wrangler (2012):
    Sobre 4.000km…… Embrague quemado.
    Sobre 8.000km…….Se le cae la transmision al suelo…
    Un chiste de coche.

  2. tomas says:

    Me gusta probarlo.Tengo 3 CHRYSLER

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