McLaren P1

Chema     26 February 2013     3 min.
McLaren P1

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Desde que, no passado Salão Automóvel de Paris 2012, McLaren apresentou o sucessor do antigo F1, foram muitos os vídeos e imagens que acompanharam o protótipo de Ron Dennis. Faltando uma semana para o arranque do Salão Automóvel de Genebra 2013, a marca de Woking revelou finalmente a sua maior obra até à data, o incrível P1, um superdesportivo que marcará a tendência daqui em diante.

O McLaren P1, limitado a 375 unidades, terá um preço de partida no mercado europeu de 1.004.000€. Quando o protótipo começou a tomar forma, a equipa da McLaren decidiu fabricar um máximo de 500 unidades, mas mais tarde Ron Dennis reduziu esse número para as atuais 375 viaturas, após conversar com os futuros proprietários, conseguindo assim uma joia automobilística verdadeiramente exclusiva.

MECÂNICA

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Este superdesportivo está repleto de tecnologia e engenharia herdadas diretamente da escuderia de Fórmula 1. Por isso, a sua maior virtude não é a potência que possui, mas sim a carga aerodinâmica que consegue gerar graças aos seus múltiplos aerofólios, fundo plano e difusor. O McLaren P1 tem um coeficiente aerodinâmico de 0,34 e pode chegar a gerar até 600 kg de carga, valor cinco vezes superior ao do MP4-12C.

Em posição central-traseira encontra-se a mecânica do McLaren P1. Ao contrário de outros superdesportivos, este utiliza dois motores. O principal é um V8 a gasolina sobrealimentado que debita 737 CV de potência às 7500 rpm e 720 Nm de binário máximo. Em segundo lugar encontramos um propulsor elétrico de 179 CV. Este último pode movimentar o veículo sozinho durante mais de 10 km, graças a baterias que podem ser carregadas numa tomada elétrica ou ao retirar o pé do acelerador. No conjunto, o McLaren P1 oferece 916 CV transmitidos às rodas traseiras através de uma caixa de velocidades automática de dupla embraiagem.

Com a utilização de um motor elétrico, as emissões libertadas pelo escape do veículo foram reduzidas até 200 g/km, valores mínimos para as prestações que oferece.

Dos 0 aos 100 km/h faz-no em menos de três segundos, dos 0 aos 200 km/h em menos de sete e dos 0 aos 300 km/h termina em 17 segundos. A sua velocidade máxima é de 350 km/h.

Por baixo das jantes, cobertas com pneus Pirelli P Zero Corsa, encontram-se uns discos de travão desenvolvidos com um novo tipo de cerâmica de carbono, nunca antes utilizada num automóvel. Até agora só foram usados em foguetões espaciais. Na desaceleração do P1 também tem protagonismo a aerodinâmica do veículo, alterando a posição dos aerofólios para aumentar a resistência ao ar.

INTERIOR

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O interior do habitáculo, assente sobre um chassis monocasco de fibra de carbono, foi orientado diretamente para o condutor. A coluna de direção e os bancos são ajustáveis, enquanto os encostos são fixos com um ângulo de 28 graus. Todas as superfícies do habitáculo foram revestidas ou fabricadas em carbono, embora, em relação à concorrência, a McLaren tenha suprimido a camada superior de resina do material para poupar 1,5 kg.

O mais curioso deste veículo é que foi pensado por e para correr, mas os designers e diretores do projeto também se lembraram dos gostos dos seus abastados clientes. Por esse motivo, foram instalados navegação por satélite, climatizador bizona e, por fim, um sistema de som premium.

O volante, em fibra de carbono e alcântara, tem dois botões a partir dos quais se ativam o DRS e o IPAS. O primeiro reduz o ângulo do aerofólio traseiro para conseguir uma maior velocidade máxima, enquanto o segundo funciona de forma muito semelhante ao KERS de um Fórmula 1. Ao premi-lo, o motor elétrico entrega toda a sua potência durante poucos segundos, melhorando a aceleração do carro.

Fonte | McLaren

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