Opel continuará a registar prejuízos até 2020, apesar de ter sido adquirida pela PSA
Carlos Tavares, CEO do Grupo PSA, afirmou que a compra da Opel será positiva para a empresa, mas, para já, a marca continuará a registar prejuízos.

A PSA considera que a Opel, que se encontra em processo de aquisição pelo grupo francês, aumentará os seus prejuízos em 2017, uma tendência que poderá manter-se até 2020. O CEO da empresa, Carlos Tavares, fez estas declarações após o défice apresentado pela Opel no primeiro trimestre do ano.
“A Opel alcançou grandes feitos sob a liderança da General Motors, mas os prejuízos são reais”, disse Tavares aos acionistas na assembleia geral anual da PSA, realizada em Paris na passada quarta-feira. O presidente reconheceu que a Opel tem sido muito positiva para a GM, uma vez que contribuiu para o aumento das vendas da empresa norte-americana.
Além disso, Tavares garantiu que, com a compra da Opel, a PSA reduzirá o custo de produção dos seus veículos e ampliará a atividade do seu departamento de investigação. Apesar disso, o grupo sofrerá prejuízos em 2017.

No passado mês de março, o fabricante francês acordou com a General Motors a aquisição da Opel num negócio avaliado em 2.200 milhões de euros, dos quais 900 milhões correspondem à divisão de financiamento, que será adquirida em partes iguais (450 milhões cada) pela PSA e pelo banco francês BNP Paribas. Na sua reunião em Paris, os acionistas da PSA aprovaram uma emissão de obrigações convertíveis em ações no valor de 650 milhões de euros, que implicará um aumento de capital de cerca de 4,4% e financiará 36% da operação de aquisição.
Durante a sua intervenção na assembleia anual, Tavares salientou que a compra da Opel fará deles um “campeão europeu”, uma vez que o Grupo PSA se posicionaria como o segundo maior fabricante de automóveis (atrás da Volkswagen) do velho continente. “Com estas mudanças, a PSA deterá uma quota de mercado de 17%“, sublinhou o CEO.
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