Quais países estão mais preparados para a mobilidade autónoma?

Jaime Gomez     16 January 2017     3 min.
Quais países estão mais preparados para a mobilidade autónoma?

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A Goodyear e a London School of Economics and Political Science (LSE) levaram a cabo um estudo para determinar a visão dos condutores perante a perspetiva de que um dia os carros conduzam sozinhos. O questionário foi realizado em 11 países europeus (Espanha, República Checa, Alemanha, Itália, Sérvia, França, Polónia, Bélgica, Países Baixos, Suécia e Reino Unido) e recolheu a opinião de cerca de 12.000 pessoas.

Os resultados do inquérito determinam que a Polónia e a França são os países mais preparados mentalmente para a chegada dos veículos autónomos.

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Espanha é o quarto país mais preparado mentalmente num ranking de 11 países. Nesta categoria, Espanha ocupa o quarto lugar e posiciona-se como um dos países europeus que mais defendem a mobilidade autónoma: 34% dos inquiridos espanhóis sentir-se-ia à vontade com a ideia de partilhar a estrada com carros autónomos, e 30% sentir-se-ia, além disso, confortável a viajar num deles. Além disso, 42% pensa que a maior parte dos acidentes de viação se deve a uma falha humana e, por isso, os carros autónomos seriam mais seguros.

“A condução autónoma não supõe simplesmente a introdução de uma nova tecnologia. Os carros autónomos surgem num espaço social, com uma ampla gama de fatores que influenciam o nível de aceitação que o público tenha em relação a eles”, afirma o doutor Chris Tennant, líder do projeto por parte da LSE.

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Para os espanhóis, a condução não é tanto uma questão de negociação na estrada como de cumprimento de normas. 77% dos inquiridos considera que o Regulamento Geral de Circulação é suficientemente claro e detalhado para que qualquer condutor saiba como se comportar em cada situação. Por outro lado, 78% dos inquiridos considera que os condutores deveriam chegar a acordo sobre como conduzir e interagir corretamente com os restantes utilizadores da estrada.

Por último, algumas das conclusões que se podem tirar do estudo globalmente, distinguindo entre países, são:

  • Os franceses e alemães sentem maior intranquilidade pela falta de controlo humano, enquanto os neerlandeses foram os menos preocupados neste aspeto.
  • O Reino Unido e a Polónia acreditam mais nas máquinas do que nos condutores, por estas não terem emoções. Os belgas, em contrapartida, manifestaram um menor grau de convicção relativamente a esta ideia.
  • Na República Checa expressaram maior preocupação com a falta de sentido comum dos veículos autónomos para interagir com os condutores humanos. Os italianos, pelo contrário, parecem ser os menos preocupados neste ponto.
  • Os checos, além disso, são os que mais sentiriam a falta do prazer de conduzir, enquanto os neerlandeses seriam os menos preocupados com esta ideia.

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