A França vai acompanhar de muito perto os cortes da PSA

Guillermo Arnal     12 August 2012     1 min.
A França vai acompanhar de muito perto os cortes da PSA

O especialista que falou com o diretor-geral em julho será o encarregado de estudar se não existe alternativa aos despedimentos em massa.

O Governo francês anunciou esta semana que nomeará um conselheiro para ficar colado à nuca da PSA durante a aplicação dos cortes planeados. É evidente que as intenções do grupo automóvel de sobreviver à sua má situação à custa de 8.000 despedimentos e do encerramento da fábrica de Aulnay são um espinho enorme para o Executivo gaulês. E se, além disso, não se descarta a possibilidade de um resgate com dinheiro público, não é para ficar com meias tintas.

Este conselheiro será Emmanuel Sartorius, um especialista da indústria que já se reuniu com o diretor-geral da PSA, Philippe Varin, em julho para tratar do assunto. A sua missão será investigar a fundo se realmente não há outremédio senão os despedimentos em massa e uma reestruturação intensa para salvar o grupo. Os resultados deverá publicá-los a 11 de setembro.

O que o Governo francês não confirmou é o que fará se se demonstrar que a PSA está a ultrapassar os limites com os seus cortes. Por parte desta, uma porta-voz declarou à Automotive News que vai colaborar na investigação. Afinal, “é um procedimento totalmente normal que o Governo (francês) realiza num caso como este”.

Embora o objetivo final seja proteger os postos de trabalho dos franceses, a Administração de Hollande não vai ter nada fácil. A PSA não vê mais do que perdas de centenas de milhões de euros por mês em produção e em operações. E apontam 2015 como a data mais cedo para uma possível recuperação. Se não conseguir levar a cabo os cortes, a nuvem do resgate acabará por cair-lhe em cima.

Via | Automotive News

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