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Fisker Karma: 97.000 dólares e apenas 12 L/100 quilómetros
O Fisker Karma obtém uma fraca certificação da EPA norte-americana devido ao seu peso exagerado.

Nos EUA, quando se fala de carros, a EPA (Agência de Proteção Ambiental) é como o Vaticano para a Igreja Católica. O que a EPA decide em matéria de consumo de combustível e nível de emissões é determinante para que um carro seja autorizado ou não a ser vendido nos EUA.
Por isso, causou certa surpresa que o Fisker Karma possa gabar-se de pouco em matéria de consumo de combustível, já que, em consumo misto, foi classificado pela EPA com um consumo de 12 L/100 km. Não é muito, quando estes números corresponderiam a um motor V6 convencional — e não a um híbrido de última geração — e estão muito distantes dos do seu rival, o Chevy Volt.
Quando todos se perguntavam o porquê de tamanho disparate — então não se supunha que os híbridos e elétricos salvavam o planeta e nos faziam poupar? — descobriu-se pelo menos um dos motivos: o Karma é um tanque que pesa nada menos que 2.400 quilos.
Uma verdadeira brutalidade, quando podemos contar com carros que custam muitas vezes menos, que consomem pouco e que pesam na ordem dos 1.200 quilos. E, ainda que não conduzamos um Karma, Volt, Ampera ou Leaf, continuaremos a cuidar do planeta e a gastar pouco dinheiro na bomba de combustível.
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