O aumento do preço do níquel poderá tornar os carros elétricos mais caros

Mónica Redondo    @MonicaRedondoD    10 March 2022     2 min.
O aumento do preço do níquel poderá tornar os carros elétricos mais caros

O aumento do preço do níquel poderá tornar os carros elétricos mais caros. Queres saber como isso afeta a indústria?

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O aumento do preço do níquel poderá tornar os carros elétricos ainda mais caros. Se com a subida do preço dos combustíveis estavas a repensar a ideia de passar para um carro elétrico, espera um pouco, porque os preços do níquel também dispararam. A CNBC já afirmou que a Bolsa de Metais de Londres suspendeu a negociação de níquel depois de “os preços dos contratos a três meses terem mais do que duplicado, para mais de 90.192 euros por tonelada“.

Este é um problema grave para os fabricantes de automóveis que pretendem apostar na eletrificação total das suas gamas, uma vez que o níquel é um dos ingredientes-chave nas baterias de iões de lítio. A situação é tão má que o analista do setor automóvel do Morgan Stanley já avisou que “o níquel subiu 67,2% só hoje, o que representa um aumento de cerca de 902 euros no custo de entrada de um veículo elétrico médio nos Estados Unidos”. Adam Jonas também alertou que isto poderá reduzir os lucros dos fabricantes de automóveis, bem como abrandar a adoção de veículos elétricos.

O níquel dispara os preços dos carros elétricos

O The Wall Street Journal assinalou também que a Rússia representa entre 5 e 6 % do fornecimento mundial de níquel e que, embora as exportações de níquel não tenham sido objeto de sanções diretas, “as empresas de navegação e os comerciantes relutam em negociar com os recursos do país”. No entanto, esse não é o único problema, já que a Rússia é responsável por 17 % da produção de níquel de elevada pureza, algo fundamental para os veículos elétricos.

As preocupações em relação ao níquel já existiam antes da guerra, e a CNBC já tinha referido que alguns analistas avisaram que a procura mundial de níquel de alta qualidade poderia superar a oferta em 2024. A situação agravou-se significativamente desde esses avisos do outono passado, mas existem alternativas, como as baterias de fosfato de ferro e lítio, que não utilizam níquel nem cobalto nos seus cátodos. No entanto, há compromissos, que incluem densidades energéticas mais baixas.

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Resta ver qual será o impacto disto nos veículos elétricos, mas dependerá em grande medida de os preços do níquel continuarem elevados ou não. Se continuarem, é provável que os fabricantes de automóveis e os consumidores sejam obrigados a pagar mais pelos veículos elétricos.

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