O RACE acusa a Câmara Municipal de Madrid de adotar medidas contrárias à segurança rodoviária
A Câmara Municipal de Madrid improvisa medidas de mobilidade que contrariam os principais critérios de segurança rodoviária e colocam em risco peões e automobilistas

Para o Real Automóvel Club de España (RACE), algumas das medidas que a Câmara Municipal de Madrid introduziu no rascunho da “Futura Ordenanza de Movilidad Sostenible” atentam contra os principais critérios de segurança rodoviária e não têm em conta o modelo de mobilidade que uma cidade como Madrid exige.
Segundo o RACE, algumas das propostas que a Câmara Municipal de Madrid estuda impor em matéria de mobilidade “vão totalmente contra a formação rodoviária necessária que os cidadãos recebem desde as idades mais tenras, que incluem o respeito pelas normas de circulação e a manutenção do princípio de autoridade dos sinais de trânsito”.

Entre as medidas que o RACE critica encontra-se a permissividade para atravessar sem necessidade de utilizar as passadeiras nas denominadas “calles 30” (vias de uma só faixa de circulação cuja velocidade máxima será reduzida dos atuais 50 km/h para 30 km/h). O RACE considera esta medida uma verdadeira “temeridade que põe em risco a integridade física dos próprios peões”.
O consistório madrileno também pretende autorizar os ciclistas a circular nos dois sentidos numa via de sentido único (o que até agora significa circular em sentido proibido) ou virar à direita nos semáforos vermelhos. Para o RACE, estas medidas são contrárias ao estabelecido no Código da Estrada e põem em risco tanto peões como condutores.
Para o RACE, “a mobilidade sustentável não consiste em dar via livre a grupos concretos, como são os ciclistas, para circularem na capital, mas em adotar medidas seguras orientadas ao respeito de todos os que integram a mobilidade de uma cidade: automobilistas, motociclistas, ciclistas, peões…”

Além disso, o RACE também recorda a necessária obrigatoriedade de que tanto as bicicletas municipais como as particulares disponham de seguro e possam ser identificadas por uma matrícula, uma vez que partilham a via pública com outros veículos.
Tal como já fizeram diversas associações do setor automóvel e os seus principais representantes, o RACE considera imprescindível “harmonizar e consensualizar” uns princípios comuns para todas as ordenanças relativas à mobilidade sustentável em todas as cidades que garantam aos cidadãos segurança e o conhecimento de todas as normas em todas as cidades”.
O RACE critica a decisão da Câmara Municipal de Madrid de não contar com eles para elaborar o desenvolvimento destas e de muitas outras funções, dada a sua experiência nesta matéria. O RCE foi escolhido pela ONU para gerir o único centro do mundo de formação em matéria de mobilidade e segurança rodoviária.
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