As fábricas japonesas param a produção após os fortes sismos da semana passada

Daniel Valdivielso    @valdi92    18 April 2016     2 min.
As fábricas japonesas param a produção após os fortes sismos da semana passada

Toyota 1

Por vezes, até uma das maiores indústrias do mundo, como a automóvel, se sente fragilizada perante a grande capacidade e força da natureza.

É o caso das fábricas situadas na ilha do Japão, que se viram obrigadas a parar a produção após os fortes sismos da semana passada.

O Japão é, até certo ponto, um território “habituado” aos sismos. A ilha está situada num “ponto quente”, pelo que os abalos se tornaram algo habitual na região. Toda a gente ali sabe como reagir perante um sismo, e os edifícios dispõem de estruturas pensadas para resistir a fortes movimentos sísmicos.

No entanto, nem sempre é possível fazer de conta que nada se passa e continuar com a actividade normal. É o caso dos sismos ocorridos na semana passada em solo japonês, mais fortes do que o habitual. Como resultado, quase 50 pessoas mortas, edifícios destruídos e uma actividade económica e industrial praticamente paralisada a nível nacional.

A indústria automóvel é uma das grandes prejudicadas no plano económico. É que no Japão há instaladas numerosas fábricas de marcas como Mazda, Nissan, Honda ou Toyota. Neste caso, foram Nissan, Honda e Toyota as que comunicaram paragens nas linhas de produção.

Nissan 1

Estas paragens na produção acarretarão atrasos na entrega de veículos novos

No caso da Nissan, foi a fábrica de Fukuoka, onde se produzem modelos como o Murano ou o Note, a que permaneceu parada, embora se preveja que o ritmo normal seja restabelecido nas próximas horas. Se falarmos da Honda, a fábrica afetada é a de Kumamoto, dedicada ao fabrico de motociclos.

Para já, a fábrica da Honda não retomará a actividade, uma vez que se estão a efetuar diversos testes e verificações para confirmar que as linhas de produção e a fábrica não sofreram danos que possam afetar uma produção posterior.

Se falarmos da Toyota, a marca decidiu parar a produção na maioria das suas fábricas durante, pelo menos, toda esta semana. Esta paragem deve-se não já a um problema nos edifícios ou nas linhas de produção, mas à impossibilidade de produzir devido à falta de peças, que os fornecedores não conseguem entregar.

Estas paragens implicarão alguns atrasos para clientes que já estejam à espera da chegada do seu carro novo, que verão os prazos de entrega alongar-se ainda um pouco mais. É que, por vezes, a natureza fala a sério…

Via | BBC

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