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Mercedes SLK 250 CDI, teste (Equipamento, preços e avaliação)
Terceira parte do teste ao Mercedes SLK 250 CDI, o SLK a diesel com 204 CV. Nesta parte do teste falamos do equipamento, dos preços do Mercedes SLK e da avaliação do modelo.

Chegámos ao fim do teste a este roadster; durante algumas semanas, o nosso protagonista foi o Mercedes SLK com motor diesel de 204 CV. Toda a informação sobre o motor, o desempenho ou o comportamento do SLK foi tratada na primeira parte do teste.
O que mais surpreende é o consumo, em estrada ronda os 5 litros aos 100 km. Na segunda parte revimos o design exterior, com a nova frente, que é o que mais se destaca, e também analisámos o interior, desde a amplitude para dois ocupantes até à qualidade dos acabamentos e à mala.

Nesta terceira parte vamos centrar-nos no equipamento de série, revendo o de segurança, e também naqueles elementos opcionais que a nossa unidade de teste tinha e que nos pareceram interessantes. Por fim, daremos o ponto final a este teste, revendo os preços e a nossa avaliação geral do Mercedes SLK 250 CDI.
Equipamento
Começamos a revisão pelo equipamento de segurança presente de série em qualquer Mercedes SLK. A dotação neste aspeto é bastante completa, e podemos encontrar elementos como: airbags frontais e laterais, arcos de segurança, controlo de estabilidade, airbag de cabeça, aviso de perda de pressão dos pneus e luz de travagem adaptativa (quando deteta uma travagem de emergência, as luzes de travagem piscam).

Não podemos comparar com os resultados da EuroNCAP, uma vez que o último teste realizado a um SLK é de 2002. Este modelo não é o mesmo, além de haver novas melhorias de segurança e novos dispositivos de segurança passiva (como o airbag de cortina). É verdade que, já em 2002, tinha quatro estrelas.
Agora que já conhecemos o equipamento de segurança do Mercedes SLK, falta rever o resto do equipamento. Dentro do equipamento de série, este roadster inclui elementos como: Bluetooth básico, cruise control, rádio CD-MP3 com ecrã a cores e tomadas USB/AUX, sensor de luzes, retrovisores elétricos, travão de estacionamento elétrico, entre outros elementos.

A lista de elementos opcionais é muito extensa; de entre todos eles, vamos destacar alguns que equipavam a nossa unidade de teste. O primeiro que surpreende é o relógio analógico, situado na parte alta do tablier. Esse relógio é um extra (244 euros), algo que deveria ser de série.
Um elemento interessante se vamos usar o SLK no inverno é o sistema Airscarf, que nos mantém aquecidos mesmo num dia frio de inverno: trata-se de um aquecimento por ar quente que sai do assento, à altura do pescoço.
O sistema de navegação Command foi atualizado; agora, se ligarmos um dispositivo com dados (um smartphone, por exemplo), podemos navegar a partir do carro. Isto é algo que as marcas premium estão a incorporar nos seus sistemas multimédia.
Preço

- SLK 250 CDI 204 CV 46.612 euros
- SLK 200 184 CV 43.374 euros
- SLK 250 204 CV 47.822 euros
- SLK 350 306 CV 58.543 euros
- SLK 55 AMG 84.488 euros
Avaliação geral

Chegámos ao fim deste teste ao Mercedes SLK, com alguns aspetos que nos surpreenderam durante a prova. O primeiro é a rutura com a tração traseira a gasolina neste tipo de modelos: um bom roadster tem mesmo de ser a gasolina?
Este propulsor diesel convenceu-nos pela potência, com os seus 204 CV e o binário que oferece; não nos faltam força nem nervo. Também nos convenceu pelos valores de consumo: chegámos a rondar os 1000 km com um só depósito. Do outro lado da balança está a suavidade que oferece um motor a gasolina e o ruído (um aspeto a cuidar, segundo o nosso critério, no SLK 250 CDI).

Que o Mercedes SLK é um capricho, ninguém deveria estranhar, e talvez com esta motorização se consiga reduzir o nível de capricho, tornando a compra deste roadster muito mais racional. Ainda assim, o preço continua elevado e a sua praticidade reduz-se ao condutor e ao acompanhante (mais alguma bagagem, que se pode guardar numa mala generosa).
Outro pormenor que nos surpreendeu foi o comportamento. Não o classificaríamos como algo negativo, mas é verdade que se trata de um carro para desfrutar da condução no sentido mais amplo da palavra. Não é precisamente aborrecido, muito pelo contrário, e mantém um elevado compromisso com o conforto.
Por fim, a qualidade interior e os acabamentos continuam, como é habitual na Mercedes, num nível elevado; pouco podemos criticar além de certos detalhes opcionais, como o relógio analógico (que deveria ser de série) ou o facto de os vãos das portas não serem maiores.

Em poucas palavras, falamos de um roadster divertido, que nos permite contar com a versatilidade do teto rígido, que além disso tem uma mala de maiores dimensões do que é normal no segmento dos descapotáveis e que, sobretudo, é um capricho.
Como atenuante, temos este motor diesel, que torna esta compra muito mais racional sem perder diversão, interessante para quem vá rodar muito com ele. Além disso, em termos económicos, o SLK 250 CDI é a segunda opção mais barata da gama; só fica abaixo do motor a gasolina de entrada, com 184 CV.
Fotos | Diego G. Moreira
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