Os pontos negros mais perigosos de Espanha: cuidado ao circular por eles

Victor Alós Yus    @sepelaci    12 July 2019     3 min.
Os pontos negros mais perigosos de Espanha: cuidado ao circular por eles

Em Espanha podemos encontrar vários troços de estradas com um índice de sinistralidade superior à média e nos quais é preciso circular com precaução

As estradas espanholas são bastante seguras e a sua manutenção, em linhas gerais, torna bastante confortável e seguro circular por elas. Mas, ainda assim, há troços em que é preciso conduzir com cuidado, porque ocorrem muitos acidentes, num número que supera a média de outros troços ou estradas.

São troços com características básicas muito semelhantes. Por exemplo, são estradas nacionais de faixa única, com apenas uma via para cada sentido de circulação. São vias que, além disso, têm uma frequência de veículos superior a 2.000 por dia. No total, existem pouco mais de 3.000 quilómetros de vias com estas características, o que representa 12,2% do total da Rede de Estradas do Estado. Estes pontos negros constam do estudo EuroRAP.

Accidente Tramo Peligroso

Este estudo, de âmbito europeu, avalia estradas de titularidade estatal que representam um risco considerável para a condução.

Aragão, a comunidade autónoma com mais pontos negros nas estradas

Aragão é a comunidade autónoma que mais pontos negros tem na sua rede viária, chegando a contar com até 35% dos quilómetros que a compõem com uma perigosidade superior à média do resto do país.

Atrás de Aragão encontramos a Catalunha e as Astúrias, com 16% das suas estradas catalogadas como troços perigosos. Mas a comunidade autónoma que tem os piores pontos negros, incluindo aquele que tem a duvidosa honra de ser o mais perigoso, é a Galiza.

A estrada N-642, desde o cruzamento com a N-640 até ao cruzamento com a N-634, na província de Lugo, tem 8,2 quilómetros e acumula uma média de 1,3 acidentes por ano. Os outros dois pontos problemáticos da Galiza são a N-541, no troço que vai desde Sacos até ao cruzamento com a PO-224, de 11,8 km. Os 10,5 km da N-640 em Lugo, entre Monterroso e a província de Pontevedra, são outro dos pontos negros a evitar na Galiza.

Catalunha

Na comunidade catalã encontramos um troço perigoso na estrada N-230, em Lleida. São 12,1 quilómetros desde Vilaller até ao limite entre as províncias de Lleida e Huesca. Em Girona encontramos um troço de 62,2 quilómetros na N-260, desde Ripoll até ao cruzamento com a N-152. Neste troço ocorrem 7,7 acidentes por ano. Estes pontos são considerados o segundo e o terceiro pontos negros neste ranking de pontos negros nas estradas.

Aragão

A estrada N-330, no troço que vai desde o cruzamento com a HU-332 até Boltaña, de 11,7 quilómetros, também é considerada um ponto negro em que é preciso redobrar a precaução.

Castela-Mancha

Em Toledo encontra-se o sexto ponto negro mais perigoso. Trata-se de um troço da N-301 até ao limite entre as províncias de Huesca e Toledo, com uma extensão de 13,2 quilómetros.

Castela e Leão

Leão tem um troço de 10,8 quilómetros da estrada N-621, entre Cistierna e Verdiago, e outro em Sória, na N-234, com uma extensão de 10,2 quilómetros entre Navaleno e a província de Burgos.

Múrcia

Nesta comunidade autónoma há um troço de 7,2 quilómetros que vai desde La Unión até Portman, que atinge 0,7 acidentes por ano, uma percentagem muito elevada para uma distância tão curta.

Para além destes pontos conflituosos, o estudo recolhe também as 10 estradas com risco elevado ou muito elevado. Neste caso, são citadas as estradas N-420 (235 quilómetros), N-234 (228 km), N-260 (221,4 km), N-330 (167,4 km), N-230 (142,6 km), N-211 (136,6 km), N-630 (133,1 km), N-621 (130,2 km), N-620 (107,7 km) e N-6 (87,6 km).

É preciso ter precaução em todas as viagens, mas quando se circula por estes troços, convém estar mais atento, já que registam maior número de acidentes do que outros pontos, e é melhor não passar a fazer parte destas estatísticas.

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