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Toyota Yaris, apresentação e test-drive em Copenhaga (Parte I)

Há alguns dias deslocámo-nos à capital dinamarquesa, Copenhaga, para testar em primeira mão o novo Toyota Yaris. Um dos modelos mais conhecidos da marca japonesa renova-se após duas gerações e mais de 5 milhões de clientes em todo o mundo.
A terceira geração do Toyota Yaris incorpora numerosas alterações, tanto ao nível do design como dos acabamentos interiores, passando pela gama mecânica, que estreia uma nova caixa automática CVT, denominada Multidrive S, com sete relações.

A chegada ao mercado está prevista para o mês de outubro, com um preço que, por enquanto, não está fechado, mas sabemos que se situará entre os 10.000 e os 16.000 euros, disponível com carroçaria de cinco e três portas. Toyota prevê vender cerca de 10.000 unidades em Espanha em 2012, com o objetivo claro de fazer frente aos líderes de vendas do segmento B.
Durante a apresentação internacional realizada na Dinamarca, mais concretamente em Copenhaga, pudemos testar a fundo o novo Yaris: concretamente, sentámo-nos ao volante da versão diesel de 90 CV e da versão a gasolina de 99 CV com transmissão Multidrive S. Nesta primeira parte veremos as alterações que o novo Yaris incorpora, enquanto na segunda parte nos centraremos nas impressões de condução e equipamento.
Design exterior

Com 3,88 metros de comprimento, o novo Yaris tem uma altura inferior, é mais largo que a geração anterior e, além disso, possui uma maior distância entre eixos (algo que se agradece no espaço interior).
A mudança exterior salta à vista: agora apresenta linhas mais marcadas e pessoais. Mantém na lateral e na traseira a base de design das gerações anteriores do Yaris, mas agora conta com traços mais vincados, que lhe conferem um carácter jovem e até desportivo.

A frente foi redesenhada, adaptando-a à linguagem de design do resto da gama Toyota, ao mesmo tempo que passa a ter um para-choques de maiores dimensões e mais pronunciado. Também há que destacar o coeficiente aerodinâmico, que se situa em apenas Cx 0,28, um valor muito bom para o segmento.
Opcionalmente dispõe de alguns elementos como o tejadilho panorâmico, um extra interessante para o segmento, que proporciona bastante luminosidade no interior e confere um toque distintivo ao design.
Design interior

A principal novidade é o tablier orientado para o condutor, já que anteriormente a instrumentação estava ao centro e agora passou para o lado do condutor, com um posto de condução mais tradicional, mas com um design prático e tudo à mão.
Conta com novos materiais com zonas de toque acolchoado (algo curioso neste segmento), mas há outros materiais que deslustram o conjunto com um plástico de toque tipicamente japonês; em todo o caso, os acabamentos são, em geral, corretos.

Um detalhe que abordaremos no equipamento é o novo sistema Touch and Go, que reúne funções de navegação, multimédia e conectividade para o Yaris. Dispõe de um ecrã tátil de seis polegadas com um funcionamento realmente simples.
Uma das coisas que mais nos agradou foi a posição de condução, com o volante mais vertical, tudo à mão, boa visibilidade e comandos práticos e intuitivos. Também tem muitos compartimentos no interior para deixar os nossos objetos, na consola central ou nas portas, onde cabe perfeitamente uma garrafa de meio litro.

Os bancos traseiros dispõem de espaço suficiente para as pernas; além disso, é um ponto a destacar do Yaris, juntamente com o espaço para a cabeça, tanto nos lugares dianteiros como nos traseiros. Os bancos traseiros não são reguláveis nem deslizam longitudinalmente como antes, mas em contrapartida ganhou-se mais espaço na mala, até 286 litros.
Novidades na gama mecânica
O novo Yaris estará disponível com três motores: o 1.0 VVT-i de 69 CV, o 1.33 VVT-i Dual de 99 CV e, por fim, um motor diesel já conhecido, o 1.4 D-4D de 90 CV.

As maiores novidades estão no 1.33 VVT-i, que agora incorpora de série o Start&Stop e pode equipar opcionalmente a transmissão automática Multidrive S. De tudo isto falaremos em pormenor no próximo dia, a propósito do nosso teste dinâmico ao carro.
Também se trabalhou na direção , que agora é mais direta, tem assistência variável e um toque algo macio, ideal para a cidade. Outro elemento em que se trabalhou foram as suspensões, agora um pouco mais firmes, o que permite maior agilidade fora da cidade sem perder o conforto interior.

Fotos | Diego G. Moreira
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