Toyota Yaris Carros híbridos Testes Urbanos
Toyota Yaris HSD, teste (Motor, desempenho e consumo)

Esta semana na Highmotor colocámo-nos ao volante do novo Toyota Yaris HSD, a última aposta do gigante japonês nos veículos híbridos. Trata-se do modelo mais pequeno da marca a contar com um sistema de propulsão misto, o que permite ao cliente utilizar uma tecnologia moderna e cara a um preço relativamente baixo.
Durante esta primeira parte do teste falaremos sobre a sua mecânica, o seu comportamento e os seus consumos. Este último ponto é o aspeto mais forte do pequeno citadino de origem japonesa, onde não terá rival algum, sobretudo em trajetos urbanos.
MOTOR E DESEMPENHO

Debaixo do capô, o Toyota Yaris HSD tem dois motores, um a gasolina e outro elétrico. O primeiro, de quatro cilindros e 1.5 litros de cilindrada, é atmosférico e oferece 75 CV de potência. Em segundo lugar encontramos a parte mais tecnológica e ecológica do citadino, o propulsor elétrico. Este transmite às rodas dianteiras 61 CV graças à energia fornecida por umas baterias de níquel situadas debaixo dos bancos traseiros.
Em conjunto, o Yaris HSD gera um total de 100 CV de potência, que são transmitidos a uma caixa de velocidades E-CVT. Desta forma, aliado a um peso de 1.160 kg, o 0 a 100 km/h cumpre-o em 11,8 segundos e atinge uma velocidade máxima de 161 km/h.
Junto ao travão de mão, encontramos dois botões que permitem modificar o comportamento da mecânica do veículo. O primeiro, denominado ECO Mode, procura reduzir ao máximo os consumos. Segundo a marca, podem chegar a reduzir-se até 10%. Em segundo lugar encontramos o botão EV. Ao utilizá-lo e caso haja carga suficiente nas baterias, forçamos o funcionamento do motor elétrico. Em teoria, este pode percorrer dois quilómetros sem necessitar da ajuda do motor a gasolina, mas na prática é difícil ultrapassar os 700 metros. É preciso ser muito sensível com o pedal do acelerador e, em nenhum caso, passar dos 50 km/h. É o modo ideal para arrancar nos semáforos e para realizar manobras de estacionamento.

Na posição normal ou ECO Mode, a centralina está constantemente a desligar e a ligar ambos os motores para otimizar assim o consumo de combustível. A entrada em funcionamento do motor a gasolina em movimento é impercetível, a menos que olhemos para o quadro de instrumentos ou estejamos muito atentos ao ruído.
A caixa de velocidades é muito suave. As antigas CVT (variador contínuo), ao carregar a fundo no acelerador, faziam subir de repente as rotações do motor. Nesta, a suavidade foi melhorada, subindo as rotações pouco a pouco, sem dar sacões fortes.
Quando exigimos a máxima potência, o motor elétrico e o de gasolina trabalham em conjunto para satisfazer as nossas necessidades. Em nenhum momento a aceleração nos cola ao assento, mas permite realizar ultrapassagens com segurança e manter velocidades de cruzeiro relativamente altas. A aceleração que solicitamos ao carro não está ligada às rotações que o motor a gasolina apresenta, já que este pode acelerar por conta própria para recarregar as baterias.
COMPORTAMENTO

Conduzir um veículo híbrido não exige qualquer adaptação em relação a outro carro com um só motor térmico e caixa automática. Regula-se o banco, o volante, os retrovisores e só falta carregar no pedal do travão, manter premido durante uns segundos o botão Power e engrenar a D com a enorme alavanca.
A primeira coisa que se nota é que o posto de condução é alto. Não é um veículo pensado para correr, e isso nota-se em cada detalhe. O mesmo acontece com a direção. É do tipo elétrico e, embora suave, não transmite o que está a acontecer na estrada. Está muito filtrada.
A suspensão tem uma calibração ideal para quem procura conforto sem que o carro balance muito nas curvas. A aderência é alta para a classe de veículo que é. Deve-se principalmente à boa distribuição de pesos, graças a que as baterias se encontram debaixo dos bancos traseiros.
As rodas, de medidas 195/50 R16 do acabamento Advance, também têm culpa dessa aderência. É difícil tirar o veículo da sua trajetória. A capacidade de travagem, sem termos medido a distância que o veículo demora a parar, é melhorável; além disso, os híbridos têm uma sensação diferente no pedal do travão.
Na hora de estacionar, com o Toyota Yaris HSD é necessário fazer várias manobras devido à pouca capacidade de viragem que tem.
CONSUMOS

No papel, o Toyota Yaris HSD é um veículo que consome pouco tanto na cidade como na estrada. É verdade que os seus consumos são baixos, mas para isso teremos de conduzir com cuidado, sobretudo em zonas urbanas, onde o motor elétrico está mais presente e podemos forçar ainda mais o seu funcionamento.
Na estrada, num trajeto de ida e volta com pouco trânsito, mantendo uma velocidade média superior a 120 km/h e conduzindo de forma descontraída com o modo ECO ativado, conseguiu registar 5,7 litros/100 km. Ainda que o habitat ideal deste carro não seja a autoestrada, mas sim a estrada secundária, onde pode alcançar consumos próximos dos 4,5 litros, ou a cidade.
Na cidade, aproveitando em todo o momento o motor elétrico e tentando regenerar na maior medida possível energia nas travagens, pode facilmente descer dos 5 litros/100 km, algo que rivais como o SEAT Ibiza 1.6 TDI não conseguem em nenhuma das circunstâncias.
Ficha técnica deste carro
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