A República Checa rebela-se: não apoia a UE na eliminação dos motores de combustão em 2035
Depois de a União Europeia ter anunciado que os seus planos incluem o desaparecimento dos veículos com motor de combustão, a República Checa rebela-se.

Há alguns meses, a União Europeia deu um passo em frente em matéria de sustentabilidade e anunciou um conjunto de decisões que levarão o mercado automóvel à eliminação dos motores de combustão. Mas isto, claro, afeta apenas a Europa. Nestes últimos dias também descobrimos que os estados da Califórnia e de Nova Iorque, nos Estados Unidos, tomaram decisões semelhantes. No entanto, no seio da própria União Europeia surgem vozes dissonantes que não apoiam esta proposta.
A República Checa foi o país que rejeitou de forma frontal esta data definitiva. Nas palavras do primeiro-ministro checo, Andrej Babiš, a decisão de reduzir as emissões parece-lhe muito correta, mas a data marcada para o desaparecimento total dos motores de combustão fóssil parece-lhe demasiado próxima.

Segundo as suas palavras, a República Checa estaria preparada para investir numa infraestrutura de postos de carregamento de baterias para carros eletrificados. Mas o que não contempla é deixar de fabricar carros com motor de combustão interna. Não é um assunto de somenos, já que, apesar de se tratar de um país pequeno, com apenas 10 milhões de habitantes, dispõe de fábricas de automóveis que produzem modelos de Skoda, Toyota e Hyundai.
A importância de a indústria automóvel na República Checa torna inviável a transição para a mobilidade elétrica no ano de 2035. Segundo o plano de sustentabilidade da União Europeia, em 2030 deveria conseguir-se uma redução de 55% nas emissões de gases poluentes registadas em 2021. Desde essa data até 2035 deveriam desaparecer do mercado todos os modelos com motor de combustão. Apenas poderão permanecer os veículos comercializados antes dessa data, pelo que isto representará uma mudança considerável na forma de entender a mobilidade na Europa.
Significará isto que o plano para a eliminação dos gases poluentes pode ficar comprometido na Europa? Há que ter em conta que a República Checa presidirá ao Conselho Europeu no segundo semestre de 2022, pelo que possivelmente será nessa altura que se posicionará sobre o assunto.
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