Chaves e dicas para conduzir com reboque
Conduzir com reboque pode resolver tanto os problemas de falta de espaço na mala do carro como facilitar o transporte de mercadorias, caravanas ou outros veículos. Mas há algumas coisas importantes que deverá ter em conta.
Desde as tradicionais barras de tejadilho até às caixas de tejadilho são boas alternativas para aumentar a capacidade de carga transportada num carro. Mas também o é considerar instalar e conduzir com reboque.
Desta forma, não só se ganha volume, massa e espaço de carga, como também se permite viajar de forma isolada em relação a qualquer elemento que se transporte, favorecendo o conforto e aumentando a segurança, destacando-se como uma das melhores opções para transportar a bagagem fora da mala
Antes de conduzir um carro com reboque, é necessário saber que tipo escolher, atendendo sempre às necessidades que se pretendem cobrir. Além disso, é preciso ter em conta que a regulamentação distingue entre dois tipos: o reboque ligeiro, cuja massa máxima autorizada é de 750 kg ou menos, e o reboque não ligeiro, que supera esse peso.
Para os ligeiros não é necessária uma licença de circulação especial, nem matrícula, nem seguro próprio. Para os não ligeiros exige-se tanto uma licença específica, como uma matrícula distintiva, um seguro obrigatório independente e passar na inspeção técnica (ITV).

A carta de condução para reboques ligeiros é a B, desde que o automóvel não ultrapasse os 3.500 kg. Se o reboque ultrapassar os 750 kg mas o carro se mantiver abaixo dos 3.500 e, em conjunto, a massa total não exceder os 4.250 kg, será necessária a carta B-96. No caso de rebocar uma massa até 3.500 kg e, desde que o veículo que o move não ultrapasse esse mesmo peso, será necessário dispor da carta B+E.
Instalação de um reboque
Para conduzir com um reboque, o veículo necessita de um sistema específico e homologado que permita o acoplamento e a ligação entre ambos, o que popularmente se conhece como gancho de reboque ou de engate, enquanto que o próprio reboque precisa de estar homologado e de ter um cartão de inspeção técnica (ITV).
Tratando-se de uma modificação de importância, a instalação de um reboque exige que, no prazo máximo de 15 dias após a sua instalação, se realize uma inspeção técnica tanto ao carro ao qual se instalou o gancho de engate como ao reboque que foi acoplado. Esta revisão tem de ser feita numa estação de ITV, de modo a certificar a legalidade da modificação.
Conselhos prévios antes de circular com um reboque
As verificações de rotina da manutenção do carro devem estender-se ao reboque, por exemplo, a legibilidade da matrícula, o estado dos pneus (piso, desgaste, pressão…), o correto funcionamento das luzes, etc.
Em relação à iluminação, deve rever-se tanto o sistema de ligação entre veículo e reboque como o próprio sistema de acoplamento entre ambos.

É necessário saber qual é o peso máximo homologado do reboque, informação que virá refletida nas especificações do mesmo; conhecendo este dado, a sua condução será legal e segura.
Além disso, é muito importante a colocação equilibrada da carga. Por isso, não se recomenda colocar os objetos mais pesados na zona mais próxima do automóvel; o ideal é colocá-los sobre o eixo do reboque.
Há que ter em conta o peso da lança sobre o gancho: um peso excessivo carregado à frente do eixo do reboque levantaria a parte dianteira do veículo, podendo fazer perder o controlo da direção do carro.
Recomendações para conduzir com segurança com um reboque
Ao incorporar um elemento externo ao carro com um peso considerável, há que entender que a condução do veículo é diferente. Devem ter-se em conta diversos fatores, por exemplo, que a localização do reboque e o seu peso aumentam a distância de travagem entre 15 e 20 % devido à inércia que gera.
A viragem do carro altera-se porque o próprio reboque tem a sua; por isso, convém alargar a que habitualmente se faria caso não se transportasse.
Se, desde o início, for previsível utilizar um reboque com regularidade, é recomendável escolher um carro novo que incorpore assistente para a condução com reboque. Estes funcionam utilizando o controlo de estabilidade, que estabiliza o reboque caso seja necessário ou durante a manobra de marcha-atrás, o que os torna um dos assistentes de condução mais úteis nestes casos; marcas como Audi ou Ford dispõem deste sistema.

Caso seja necessário circular em marcha-atrás, a manobra executa-se ao contrário do que sucede sem reboque, por contraditório que pareça. Refira-se especialmente que, quanto mais pequeno for o reboque, mais difícil se torna esta manobra.
Por isso, reduz-se a velocidade máxima de um carro com reboque em autoestradas e vias rápidas para 90 km/h nos reboques ligeiros e 80 km/h nos não ligeiros; mantém-se também 80 km/h em vias convencionais com berma pavimentada de mais de metro e meio e 70 km/h nas restantes estradas interurbanas. Em zona urbana mantém-se o limite genérico de 50 km/h.
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