O presidente da Seat descarta híbridos ou elétricos até 2020

Guillermo Arnal     2 July 2015     2 min.
O presidente da Seat descarta híbridos ou elétricos até 2020

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Seat obteve 33 milhões de euros em lucros de exploração no primeiro trimestre de 2015. É a primeira vez que regista um valor positivo deste tipo desde há sete anos. A mudança de tendência constitui uma notícia animadora para o fabricante do grupo Volkswagen, mas, ao mesmo tempo, a sua direção e a da sua casa-mãe sabem que se trata de um assunto delicado, que impede voltar a dar passos em falso durante muito tempo.

Na sequência desta situação, o presidente da Seat, Jürgen Stackmann, rejeita qualquer plano de introduzir veículos híbridos ou elétricos na gama antes da próxima década. Foi o que confirmou numa entrevista à revista britânica Auto Express. A marca não pode permitir-se estes riscos neste momento e apostará em produtos mais capazes de contribuir para a sua recuperação.

SEAT-IBX

Segundo Stackmann, as prioridades atuais residem nos motores TSI tricilíndricos a gasolina e nos TGI a gás natural comprimido, para reduzir a sua média de emissões poluentes, e nos novos SUV, para aumentar o seu volume de vendas. O primeiro, rival do Nissan Qashqai e companhia, será lançado em 2016 e depois prevê-se alargar a oferta com outros dois de menor e maior dimensão, respetivamente.

Em 2020 entrará em vigor na Europa uma regulamentação de emissões mais restritiva, e a UE instou nos últimos dias os fabricantes automóveis a colaborar na definição de outra ainda mais exigente para 2025. Embora Stackmann garanta que hoje existe uma procura muito escassa de automóveis híbridos e elétricos por parte dos clientes da Seat, as exigências da UE tornarão necessário que a marca os introduza na sua gama dentro de um lustro no mínimo.

As negociações mais recentes entre a Comissão Europeia e o lobby que representa grande parte da indústria automóvel europeia, a ACEA, em matéria de leis ambientais não deram quase frutos. Os construtores mostram-se relutantes a compromissos a curto ou médio prazo e preferem adiar o estabelecimento da norma Euro 7, tendo em conta a sua situação económica. Ainda assim, os analistas especializados no setor preveem que a maioria precisará de modelos híbridos e elétricos para a cumprir de qualquer forma.

Via | Auto Express

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