Opel Zafira Tourer 2.0 CDTi 165 CV, teste (Motor e desempenho)

Entre os lançamentos mais recentes no segmento dos monovolumes, o novo Opel Zafira Tourer pode passar despercebido, mas não se deixe enganar apenas pelas mudanças exteriores, porque este monovolume sofreu uma renovação completa e apresenta-se como uma opção interessante para as famílias.
O espaço, o conforto e a modularidade interior são os seus trunfos para vencer num segmento cada vez mais competitivo. A isto há que somar uma tecnologia que até agora não estava disponível na marca alemã, como o controlo de cruzeiro adaptativo, e um motor de dois litros com 165 CV, de desempenho notável.
O novo Zafira Tourer ficou em terceiro lugar no galardão CAI Carro do Ano BP Ultimate 2012, sendo um dos favoritos do júri. Ao longo das três partes deste teste revelaremos todas as qualidades, e também os pontos menos favoráveis, do Opel Zafira Tourer.
Motor e desempenho

Dois litros com 165 CV, velho conhecido é este motor denominado CDTi, que na realidade é fruto da colaboração entre o Grupo Fiat e a General Motors. É o mesmo motor que até agora se equipava, mas apenas com 160 CV, e partilhado na sua base com outros modelos italianos (Fiat Freemont, Alfa Romeo Giulietta, 159, Lancia Delta…)
Não é o mais económico do segmento, mas pelo menos tem bom desempenho. Cumpre as exigências do condutor e responde com vigor quando pisamos o pedal do acelerador, permitindo-nos inclusive certas liberdades desportivas que tornam este monovolume mais divertido.
Agora o propulsor incorpora de série o Stop&Start, para melhorar a eficiência. Como sempre, pode ser desligado através de um botão situado na consola central.
Este propulsor não se destaca pela suavidade, é certo que responde com contundência das 1.500 rpm até às 4.000 rpm, sentindo-se o típico efeito turbo quando este começa a soprar. No entanto, abaixo das 1.500 rpm o motor fica completamente sem resposta, pelo que ao mudar de velocidade é preciso subir bastante de rotações.
Associada ao motor vem uma caixa de velocidades manual de seis relações, com um toque correto.
Comportamento

A nossa unidade de teste equipava o FlexRide, que permite configurar a resposta do carro em três modos diferentes: Sport, Tour e normal. O modo Sport oferece maior firmeza na suspensão, uma direção com toque mais duro e, além disso, uma resposta mais viva ao pisar o acelerador. Já o modo Tour privilegia o conforto e, por isso, opta por um sistema de suspensão e direção mais macio.
Se a isto somarmos um chassis bastante sólido e com bom comportamento em curva, obtemos um resultado final que pouco tem a ver com os típicos monovolumes que balançam muito. O Zafira Tourer mantém-se muito estável e ágil, sobretudo quando selecionamos o modo Sport.
Tudo isto não compromete o conforto, uma vez que fazer uma viagem a bordo do Opel Zafira Tourer é confortável, seja pelo bom isolamento acústico interior ou pelas suspensões bastante agradáveis perante as irregularidades do asfalto, evitando que cheguem ao habitáculo (sobretudo no modo Tour).
A direção poderia ser um pouco mais precisa, mas, por dispor de assistência variável, situa-se num bom ponto para um monovolume e para quem, ainda assim, não quer renunciar por completo à desportividade. Já o sistema de travagem cumpre a sua função perfeitamente.
Consumo

Este não é o aspeto mais brilhante do Zafira Tourer, mas mantém-se dentro da normalidade no capítulo dos consumos. Não devemos esquecer que, debaixo do capô, se esconde um motor de dois litros com 165 CV, um motor que responde com bastante força às ordens do acelerador, e talvez por isso o consumo não seja totalmente contido.
Em autoestrada rondava os 6,3 litros aos 100 km, enquanto em estrada o consumo médio marcou 6,2 litros aos 100 km, sendo difícil baixar dos seis litros em condução normal. Já nas cidades o consumo sobe até aos 9 litros aos 100 km no nosso percurso habitual de 50 km em zona urbana.
Na segunda parte do teste veremos o design exterior e o seu ponto forte, o design interior e a habitabilidade. Além disso, falaremos também da qualidade dos materiais (que já adiantamos estar à altura) e da mala.

Fotos | Diego G. Moreira
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