A Fisker pede a rejeição da oferta de compra do Wanxiang Group

Numa estranha reviravolta dos acontecimentos, a Fisker Automotive, declarada em falência, pediu ao tribunal que administra a sua venta ao melhor licitante que não entregue a marca à empresa chinesa Wanxiang Group, uma vez que refere que foi uma das empresas que ajudaram a levar a Fisker à falência.
Há alguns dias, a Fisker tem apresentado pedido após pedido à administração imposta pelo tribunal de falências que trata do caso, para que a marca não seja entregue à Wanxiang Group. A razão é simples e parece acertada, já que a Wanxiang Group foi a empresa que, na altura, comprou a A123 Systems, fabricante das baterias dos Fisker Karma; depois de a comprar, recusou-se a fornecer baterias à Fisker, facilitando a falência do fabricante de híbridos.
A Fisker conclui o seu pedido com a frase: “A Wanxiang quer agora tirar partido de uma falência que ela própria ajudou a provocar”. Uma “estratégia suja” da Wanxiang ou um jogo de interesses em que a Fisker sairá a ganhar? Seja como for, o tribunal norte-americano emitirá a sua decisão no dia 10 de janeiro. O resultado poderá ser benéfico para a Fisker, uma vez que outro dos candidatos é Richard Li, um magnata de Hong Kong que pretende reativar a marca com uma oferta em dinheiro considerável e com um plano de trabalho que propõe voltar a fabricar o Fisker Karma na fábrica da Valmet.
Em defesa dos chineses da Wanxiang, o maior fornecedor de peças da China, o advogado que os representa no processo de falência da Fisker anunciou que, quando os chineses compraram a A123 Systems, a Fisker já não produzia o Karma. Um final turbulento para a Fisker, uma das marcas pioneiras em modelos de estrada com novas tecnologias híbridas e elétricas, que passou de uma promessa firme a um desfecho lamentável.
Via | Reuters
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