A SEAT destaca-se entre os veículos a gás natural graças às suas vendas

Javier López    @jlopezbryan96    2 March 2018     3 min.
A SEAT destaca-se entre os veículos a gás natural graças às suas vendas

A SEAT tem trabalhado há algum tempo nos seus modelos TGI, que substituem a gasolina pelo GNC. O seu sucesso reflete-se nas mais de 500 unidades vendidas.

Os fabricantes demonstram um constante empenho em encontrar um combustível alternativo à gasolina, seja pelo preço desta ou pelas emissões dos veículos que recorrem a esse combustível. É certo que os carros elétricos e híbridos estão no seu auge, mas algumas marcas como a SEAT estão a apostar fortemente no gás natural e, sem dúvida, a estratégia está a resultar. Isto é demonstrado pela empresa espanhola com o grande número de vendas dos seus veículos TGI.

A principal novidade dos modelos SEAT é que incorporam um sistema híbrido que permite ao condutor escolher entre o gás natural comprimido ou a gasolina como combustível. Esta opção apresenta-se como uma alternativa que melhora bastante em relação ao GPL, ao gasóleo ou mesmo aos híbridos que não se podem carregar na tomada. Isto deve-se a que os veículos TGI têm duas autonomias e, ao mesmo tempo, o preço do gás comprimido é bastante inferior ao da gasolina.

Com estas premissas, a SEAT conseguiu um elevado volume de vendas nestes dois primeiros meses de 2018, com um total de 557 unidades matriculadas com a designação TGI. Estes números implicam que as vendas se multiplicaram por dez em relação ao ano anterior, um claro indicador da boa aceitação e do sucesso que estão a ter os modelos da marca a gás natural comprimido como combustível.

Sem dúvida, este tipo de veículos híbridos apresenta-se como uma opção clara para enfrentar o meio urbano com consumos ínfimos, mas também são capazes de circular na estrada graças ao depósito de gasolina. Por isso, a SEAT alargou consideravelmente a gama de veículos capazes de ostentar as siglas TGI. Inicialmente, a marca espanhola lançou apenas no mercado o SEAT Mii de 68 CV e o León 1.0 TGI de 110 CV, no entanto, recentemente esta motorização foi incluída no novo Ibiza de 90 CV.

A SEAT declarou que tenciona incorporar este tipo de motores também nos seus modelos SUV, concretamente no Arona, mas, até que isso aconteça, o León continuará a ser o rei indiscutível tanto no segmento dos veículos a gás natural comprimido como entre os seus irmãos. Assim é: o compacto espanhol representa mais de 10% das vendas totais de TGI em 2018, com 285 unidades matriculadas e, ao mesmo tempo, registou um total de 2.830 veículos vendidos desde o seu lançamento com este tipo de combustível.

Sem dúvida, a SEAT soube moldar esta combinação entre gasolina e gás natural levando-a ao seu máximo esplendor. Pouco a pouco, isto irá estender-se a mais modelos da marca e apresentar-se como uma opção muito a ter em conta face aos veículos puramente elétricos.

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