As matrículas sobem 12,7% em setembro
O mercado conseguiu crescer 12,7% em setembro, mas, face ao mesmo mês de 2019, recua 17,7%.

O mercado regista, pelo segundo mês consecutivo, um crescimento nas vendas, com um aumento de 12,7% em relação ao mesmo mês de setembro do ano anterior, num total de 67.240 unidades. Apesar desta subida, o mês fica abaixo dos registos pré-pandémicos (setembro de 2019), com uma queda de 17,7%. A forte inflação, a maior incerteza económica entre os utilizadores e a crise dos microchips estão a afetar tanto a procura como o volume de entregas, fatores determinantes para que o acumulado do ano se mantenha negativo, com um recuo de 7,4% até ao nono mês, com 600.281 unidades no total.
As emissões médias de CO2 dos ligeiros de passageiros vendidos em setembro situam-se em 118,2 gramas de CO2 por quilómetro percorrido, menos 1% do que a média de emissões dos ligeiros de passageiros novos vendidos em setembro de 2021. Até ao mês de setembro, as emissões reduziram-se 3,6% em comparação com o mesmo período acumulado do ano anterior.
Um mês com todos os canais em alta
Ao dado positivo de setembro soma-se o facto de todos os canais terem fechado em alta. Tanto as vendas acumuladas no canal de particulares como no de empresas são especialmente significativas. Durante o mês passado, as vendas dirigidas a particulares registam um crescimento de 6%, com um total de 30.314 unidades. Com um volume de vendas semelhante, o canal de empresas atinge as 30.599 matrículas, com um aumento de 19,2%. Em menor medida, mas também em alta, as locadoras crescem 17,8% em setembro, até às 6.327 unidades.
Félix García, diretor de comunicação e marketing da Anfac, explicou que “o mercado de ligeiros de passageiros e todo-o-terreno cresce acima de 10% no mês de setembro. É o segundo mês consecutivo em que as vendas sobem num contexto de mercado em baixa e com uma conjuntura socioeconómica muito desfavorável. O setor continua a enfrentar a grave crise de semicondutores, que se tornou um estrangulamento para a produção”.

Por seu lado, Raúl Morales, diretor de comunicação da Faconauto, indicou que “apesar de ter fechado em positivo, o dado de matrículas de setembro acompanha a tendência dos últimos meses e deixa-nos perante um ano muito mau em vendas. As marcas e os concessionários continuam a tentar resolver os problemas de stock existentes, tendo sempre veículos de entrega imediata, mas é inegável que, para além deste problema de oferta, já há um claro enfraquecimento da procura devido à desfavorável conjuntura económica e de consumo”.
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