Carlos Ghosn prevê uma estagnação para a Europa de 3 a 4 anos

Fernando Alvarez     15 June 2012     2 min.
Carlos Ghosn prevê uma estagnação para a Europa de 3 a 4 anos

Carlos Ghosn previu um futuro muito incerto para a Europa. O executivo da Nissan Renault diz que a estagnação durará mais 3 ou 4 anos.

Se achavas que a situação atual das vendas é má, espera um pouco mais para ver se não piora. Porque, pelo menos para Carlos Ghosn, a situação vai manter-se durante muito mais tempo. E se o diz alguém que tem informação de primeira mão sobre as reações da economia e que poderia antecipar algo do que poderá acontecer até ao final do ano, convém dar-lhe atenção.

Uma notícia tão desanimadora foi lançada por Carlos Ghosn nos EUA, por ocasião de umas jornadas organizadas em Nova Iorque pelo jornal Wall Street Journal. Ghosn indicou que o mercado europeu não vai crescer e que continuará estagnado durante mais 3 ou 4 anos.

Tanto Renault como Nissan, que ainda contam com uma parte bastante respeitável do mercado europeu apesar de tudo, preparam-se para o pior, segundo o executivo. Ghosn também não deixou de mencionar os custos de produzir carros no Japão para a Nissan, devido à elevada cotação do iene, mais lenha na fogueira da instabilidade para uma das marcas do grupo que lidera e rumores de encerramento de fábricas em países cujas moedas (e salários) se cotam mais alto do que noutros.

Não sei o que pode ser pior do que isto, mas que a recuperação não iria chegar depressa, isso já se sabia. O pior é que os consumidores, os cidadãos comuns, teremos de suportar este peso às costas durante… mais alguns anos, se atendermos ao que diz Ghosn.

Para as grandes empresas a situação é sempre recuperável; e uma das soluções possíveis do ponto de vista das marcas é a fusão, fusões muito radicais entre duas ou mais empresas. Mas, caso alguém tivesse de dar o primeiro passo, este não seria o grupo Renault-Nissan liderado por Carlos Ghosn; o tema ficou fora de qualquer possibilidade, segundo o que foi anunciado: “a fusão não vai acontecer, mesmo que eu me retire”.

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