O grupo PSA quer agora comprar a Proton para se expandir no mercado oriental

Enquanto a PSA ainda negoceia com General Motors a aquisição da maioria das ações da marca Opel, o grupo francês lança-se numa nova ofensiva de expansão. Ao que parece, o fabricante gaulês estaria a negociar com a empresa DRB-Hicom a compra da marca de automóveis Proton.
Segundo o jornal The Star, o fabricante chinês Geely e o grupo PSA estão interessados em adquirir a marca de automóveis malaia Proton. Ambas as empresas estão interessadas na aquisição de 51 por cento da Proton, embora a Geely estivesse mais perto de comprar o fabricante britânico Lotus.

A aquisição desta empresa permitir-lhe-ia aumentar a sua produção e a gama de modelos na Malásia. O grupo PSA e a Geely foram os dois únicos fabricantes automóveis que apresentaram propostas para se tornarem o novo parceiro estratégico da Proton. A PSA está disposta a investir uma boa quantia de dinheiro na Proton e a construir uma nova fábrica em Tanjung Malim, Perak (Malásia). O grupo francês apresentou a melhor proposta para resgatar e expandir a operação da Proton na ASEAN (Associação das Nações do Sudeste Asiático).
Tudo indica que a PSA será quem levará a melhor nesta disputa, uma vez que o fabricante chinês não está diretamente interessado na aquisição da Proton, mas sim de Lotus. “A Geely não precisa da Proton. O fabricante chinês quer a Proton unicamente devido à tecnologia que incorporam os automóveis Lotus. Já a PSA, que é forte no segmento dos SUV, não está interessada em Lotus”, afirma uma fonte anónima numa entrevista ao jornal The Star.

A possível compra da Proton permitiria ao fabricante francês um maior aproveitamento do mercado oriental, onde atualmente não oferece uma grande quantidade e variedade de modelos. Este acordo seria igualmente vantajoso para a Proton, pois seria apoiada pelo segundo maior grupo automóvel da Europa; o fabricante malaio tem sofrido numerosos entraves financeiros nos últimos anos.
A hipótese de Lotus e a Proton se separarem tem sido considerada desde 2011. Agora, a sua separação parece mais próxima do que nunca.
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