Os híbridos são os melhor posicionados na guerra das emissões

Redacción     15 November 2016     2 min.
Os híbridos são os melhor posicionados na guerra das emissões

A ineficácia do “downsizing” obriga os fabricantes a impulsionar a tecnologia híbrida como método para superar os testes de emissões.

Os testes de emissões tornaram-se mais exigentes desde o escândalo protagonizado pela Volkswagen, o que levou as marcas a procurar uma solução para o elevado índice de poluição produzido pelos seus veículos. A redução do tamanho dos propulsores, popularmente chamada “downsizing”, é, até à data, a técnica mais utilizada pelos fabricantes para cumprir a regulamentação de poluição ambiental. No entanto, esta estratégia pode estar a chegar ao fim devido à sua ineficácia em condições reais.

As pontuações obtidas pelas marcas nos testes de emissões não têm nada a ver com a poluição real. Quando, na vida real, estes carros com motores de tamanho reduzido transportam um peso superior ao dos testes, os níveis de NOx (diesel) ou de monóxido de carbono (gasolina) emitidos disparam, chegando a multiplicar por 15 os limites estabelecidos.

“Podem estar a ser aprovados no atual ciclo de condução europeu (NEDC), mas no mundo real não estão a cumprir”, afirma Pavan Potluri, analista de previsões da IHS Automotive. “As técnicas que utilizámos para reduzir a capacidade do motor não vão servir no futuro para cumprir as normas de poluição. Estamos a atingir os limites do downsizing”, diz Alain Raposo, chefe do sistema de propulsão da aliança Renault-Nissan.

Para onde se dirigem os fabricantes para resolver este problema e reduzir as emissões no mundo real? Para o regresso à fabricação de propulsores de maior tamanho e para o impulso da tecnologia híbrida. Marcas como a Renault, a General Motors ou a Volkswagen já planeiam fazer alterações nesse sentido. A Volkswagen prevê converter os seus motores de 1.4 litros e três cilindros em propulsores de 1.6 litros e quatro cilindros, enquanto a Renault vai modificar o seu 1.6 diesel para aumentar a cilindrada até aos 1.8 litros. Além disso, tudo indica que esses motores de combustão ficarão associados a um motor elétrico, impulsionando a tecnologia híbrida.

“Não se pode reduzir o volume dos motores até ao infinito, por isso o objetivo é apresentar novas soluções. No futuro, o ‘downsizing’ significará pegar num motor mais pequeno e acrescentar-lhe um motor elétrico”, afirma Sudeep Kaippalli, analista da consultora Frost & Sullivan.

Fonte: Reuters

Comentarios cerrados