Spyker, a marca holandesa que regressa em 2022
Embora tenha passado por vários problemas económicos nos últimos anos, a Spyker conseguiu obter financiamento para continuar com os seus projetos.

Chegou o ano de 2022 e é o momento de olhar para as notícias que o próximo ano nos trará. Uma delas é o regresso da Spyker, a marca holandesa que há uns meses anunciou que se retirava do mercado, uma vez que não conseguia suportar a pressão do mesmo e não tinha liquidez para continuar a funcionar. Mas, segundo anuncia o meio Carbuzz, a empresa recebeu uma importante injeção de dinheiro por parte de investidores e conseguiu evitar a falência.
Esta contribuição permitiu constituir uma nova empresa, a Spyker Ltd, que retomará os projetos da marca. A nova sociedade será dirigida por Victor R. Muller, embora contará com o contributo de uma empresa investidora liderada por Michael Pessis, atual copropietário da SMP Racing Monaco e da Milan Morady SA no Luxemburgo, e da R-Company GmbH na Alemanha, e Boris Rotenberg da BR Engineering e da SMP Racing.

Uma nova multinacional
A nova sociedade distribuirá o trabalho por vários países. Por exemplo, embora a marca continue sediada nos Países Baixos, as carroçarias em fibra de carbono serão fabricadas na Rússia, enquanto a engenharia será repartida entre a Alemanha e a Rússia. A fábrica de montagem ficará localizada nos Países Baixos, com grande parte dos antigos trabalhadores da empresa.
Os planos da empresa passam por criar novas sedes em zonas de França, como a Costa Azul, e a fronteira próxima da Bélgica, França e Luxemburgo.
Com este novo investimento, a empresa vai continuar o seu trabalho para concretizar vários projetos que estavam em suspenso. Entre esses projetos, que em breve estarão prontos para comercialização, destacam-se o Spyker C8 Preliator, o SUV Spyker D8 Peking-to-Paris e o Spyker B6 Venator.
Os planos da Spyker passam também pelos motores híbridos, antes de dar o passo para os motores elétricos, mas têm uma coisa clara: o motor V8 de combustão interna continuará a ser o centro dos seus projetos mais imediatos, até que não tenham outremédio senão passar para a mobilidade elétrica.
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