6 dicas para que o ar condicionado do seu carro funcione sempre bem

Antonio Roncero    @roncero_antonio    19 June 2018     6 min.
6 dicas para que o ar condicionado do seu carro funcione sempre bem

Chegou o calor, é hora de recorrer ao ar condicionado do carro… e ele não arrefece o suficiente. Se quiser evitar isso, o melhor é prestar atenção a estas dicas.

Tudo bem, não me diga nada. O ar condicionado do seu carro não arrefece o suficiente? Diz o provérbio que normalmente só nos lembramos de Santa Rita quando chove. E aplicado ao automóvel e à estação de verão, com o ar condicionado do nosso veículo acontece o mesmo quando começa a fazer calor. Alguma vez se preocupou com a sua manutenção?

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Um sistema de ar condicionado funciona arrefecendo o ar através de uma troca de calor. Um gás fechado num circuito –o gás refrigerante– arrefece ao ser submetido a processos mecânicos que fazem com que passe do estado gasoso para líquido e vice-versa. Se fizermos passar a corrente de ar que vamos introduzir no habitáculo pela zona onde o gás está frio, conseguimos climatizar o mesmo. Mas o sistema precisa de muitos elementos: compressor, evaporador, as tubagens que contêm o gás… E, como qualquer mecanismo, sobretudo se passar períodos sem ser utilizado, precisa de alguns cuidados.

Seguindo estes conselhos, conseguirá manter-se fresquinho no verão e evitará que o ar condicionado do seu carro lhe dê dores de cabeça… e buracos na carteira.

1. Atenção a possíveis avarias

Alguns sintomas vão alertá-lo para uma possível avaria, falhas ou problemas no sistema de ar condicionado do carro. Quando o ar condicionado começa a arrefecer menos, o mais normal costuma ser a falta de gás refrigerante. Um cheiro desagradável a humidade ao ligar o ar condicionado é sinal da presença de fungos, bactérias ou pó no sistema, ou de um filtro do habitáculo em mau estado. Se este filtro saturar ou algum conduto ficar bloqueado, o ar condicionado demorará muito tempo a arrefecer e notar-se-á perda de caudal.

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2. Recarregue o ar condicionado do seu carro

Uma revisão por ano não faz mal –hoje deu-me a veia de provérbios–. Bem, também não sejamos tão rigorosos. Mas o recomendável é rever o sistema de ar condicionado do carro pelo menos um ano sim e outro não… e recarregá-lo se for necessário.

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Há quem aconselhe recarregar o gás do circuito do ar condicionado a cada dois anos, porque se supõe que o circuito pode perder entre 15 e 20 por cento de gás de forma natural. Mas também não é bem assim. O meu conselho é fazê-lo se o sistema de climatização começar a perder eficácia, ou seja, assim que note que não arrefece como antes. Atenção a este tema: as recargas de gás do sistema de ar condicionado, como tudo, devem ser feitas por profissionais e em oficinas que lhe dêem garantias. É tão mau levar o carro com pouco gás no circuito… como carregá-lo de forma inadequada e fazer o compressor trabalhar em excesso, o que pode provocar avarias prematuras.

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Quanto custa recarregar o gás do ar condicionado do carro? Depende. Encontrará oficinas que oferecem carregar o gás a partir de cerca de 50 euros, e num concessionário oficial pode facilmente ultrapassar o dobro dessa quantia. Cuidado com os orçamentos “baratos”: veja bem o que incluem, porque o ideal é esvaziar o circuito e carregá-lo totalmente de novo, além de fazer uma revisão completa de possíveis fugas, do estado da correia do compressor e do filtro do habitáculo. Um orçamento razoável para um carro compacto ronda os 75 euros. Adicionalmente, existem também tratamentos de oxigenação antibacteriana e antiodores à base de ozono, que podem elevar o preço para uns 90 ou 100 euros, embora não sejam imprescindíveis.

3. Proteja o seu carro do sol

Parece uma tolice, mas o meu conselho é que o experimente –se ainda não o fez– e opine depois de comprovar a sua enorme eficácia. Usar um simples para-sol para proteger o habitáculo da radiação solar quando deixa o carro estacionado pode reduzir a temperatura no interior em mais de 10 graus. A diferença não é só poder tocar no volante ou na alavanca de velocidades ou ter de esperar uns minutos para o fazer. Ao tirar ao ar condicionado o trabalho de reduzir essa temperatura “extra” no habitáculo, gastará menos combustível, o sistema sofrerá menos e atingirá mais cedo a temperatura de conforto.

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Pelo mesmo motivo, convém lembrar-se sempre de fechar o teto de abrir e a respetiva cortina protetora –caso a tenha–, e mantê-lo fechado se conduzir nas horas em que o sol está muito alto.

4. Selecione uma temperatura de conforto adequada

Como qualquer sistema em que há máquinas envolvidas, se evitar que trabalhe no máximo rendimento, prolongará a sua vida útil. Com o ar condicionado acontece o mesmo, e não convém sujeitá-lo a cargas elevadas.

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Não tenha muita pressa em arrefecer o habitáculo; é melhor fazê-lo progressivamente, embora no início possa ter de abrir as janelas ou mesmo usar a recirculação durante alguns minutos para que a renovação do ar quente por ar frio se faça mais depressa. Uma vez atingida a temperatura de conforto, se tudo estiver em ordem, não será difícil mantê-la. O ideal é selecionar uma temperatura interior em torno dos 21 graus. Se o seu carro tiver climatizador, selecione a temperatura e prima o modo “auto”. Se não tiver, use velocidades baixas ou intermédias da ventoinha, e procure não dirigir nunca as saídas de ar frio diretamente para o corpo.

5. Janelas fechadas!

O único argumento que podem invocar os que no verão optam por baixar as janelas em vez de ligar o ar condicionado é o do consumo. E enganam-se, pelo menos em parte. Sim, um carro com o ar condicionado ligado consome um pouco mais. Mas também o faz um carro com as janelas abertas, sobretudo viajando na autoestrada, ao alterar a aerodinâmica. As coisas equilibram-se um pouco, mas a vantagem do ar condicionado é definitiva e não tem preço: viajar com mais segurança e conforto, atrasando o aparecimento da fadiga.

6. Use o ar condicionado também no inverno

Se no verão o ar condicionado mantém um ambiente confortável no habitáculo, no inverno é de grande ajuda quando é preciso eliminar o embaciamento dos vidros. Não, não é necessário passar frio, não se engane. Basta usar o ar condicionado junto com o aquecimento. O sistema de refrigeração seca o ar ao arrefecê-lo, e este ar tem mais capacidade para absorver a humidade. Assim garante uma visibilidade correta e, de quebra, faz um favor ao sistema de ar condicionado, que também não fica mal se ligar de vez em quando no tempo frio –duas vezes por mês é suficiente–, para que as juntas do circuito se mantenham lubrificadas e não ressequem.

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