Mercedes começa a dizer adeus ao seu propulsor 5.5 V8 Biturbo

A Mercedes-Benz deixará de utilizar um dos seus propulsores de referência num prazo aproximado de 2 a 3 anos.
Falamos da unidade de potência M157 5.5 V8 Biturbo, que a Mercedes-AMG utiliza desde 2011 em múltiplos modelos da sua gama.
Atualmente, este motor equipa o S63 AMG (tanto na berlina como no coupé), o E63 AMG, o CLS 63 AMG, o SL63 AMG e o ML63 AMG. Além disso, o novo GLE Coupé 63 AMG também o vai utilizar, sendo, presumivelmente, o último modelo novo a usar este fantástico propulsor.
Este 5.5 V8 Biturbo chegou no início da década para substituir o 6.3 V8 de aspiração atmosférica, um dos melhores motores que a história recente do preparador alemão, propriedade da Mercedes-Benz, nos deixou. No entanto, os tempos avançam, e as restrições às emissões e ao consumo são cada vez mais severas.
Por isso, o 5.5 V8 será gradualmente substituído pelo novo 4.0 V8 que já equipa o C63 AMG e que o AMG GT estreou há apenas alguns meses. Trata-se de um propulsor também sobrealimentado por meio de dois turbocompressores. No entanto, é muito mais avançado, mais compacto, pesa menos e tem um potencial de melhoria muito maior.
Motor 4.0 V8 Biturbo montado no AMG GT
Desta forma, em termos de potência bruta não vamos sentir a falta do 5.5, pois é mais do que possível que o “pequeno” 4.0 V8 supere amplamente os seus valores, melhorando o desempenho dos veículos que o equipem, acrescentando também a vantagem de um consumo de combustível sensivelmente inferior.
Como podemos observar, a tendência para o “downsizing” não se verifica apenas nos propulsores mais pequenos e nos veículos mais humildes. Todas as grandes marcas têm de fazer esforços para manter, ou melhorar, os valores de potência dos seus veículos, reduzindo o consumo e as emissões. Sem ir mais longe, a própria Mercedes anunciou há algum tempo que deixará de usar os motores V12 que tantas alegrias lhe deram.
Via | Autocar.co.uk
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