Como se degrada a bateria de um carro elétrico e como aumentar a sua vida útil

Victor Alós Yus    @sepelaci    23 December 2019     3 min.
Como se degrada a bateria de um carro elétrico e como aumentar a sua vida útil

Os dados recolhidos dos diferentes serviços de carros elétricos servem para estudar a duração da bateria e o ritmo da sua degradação

Baterías litio coches eléctricos

Uma das questões mais delicadas nos carros elétricos é o estado das baterias. Este elemento essencial é o responsável por armazenar a eletricidade que alimenta o motor elétrico e é fundamental que se mantenha em bom estado e que cumpra a sua função de forma eficiente ao longo de toda a sua vida útil. Mas sabemos que as baterias, quer sejam dos carros ou dos dispositivos móveis, perdem eficácia com o passar do tempo.

No caso dos carros elétricos e híbridos plug-in, é algo em que se está a trabalhar, e toda a investigação necessita, antes de mais, de informação. Conhecer a duração das baterias e o seu ritmo de degradação é importante para melhorar o processo de armazenamento de eletricidade e evitar estas perdas de eficiência.

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A maioria dos dados obtém-se de forma não oficial, com informação fornecida pelas frotas de veículos elétricos em serviço. Os proprietários destas frotas de carros elétricos recolhem informação há anos, e existem empresas que a compilam e permitem conhecer bem estes dados para melhorar as baterias.

Mais vida útil

É importante saber que a vida média das baterias aumentou. A tecnologia aplicada às baterias mais atuais permite usufruir de mais capacidade durante mais tempo. Segundo os dados recolhidos pela empresa de telemática de frotas Geotab, as baterias dos carros elétricos perdem 2,3% de capacidade de armazenamento por ano. Na prática, isto representa menos 37 quilómetros de autonomia ao fim de cinco anos num carro com 320 km de autonomia.

Este dado poderia garantir que as baterias durariam mais do que a vida útil do carro, ainda que com perdas de capacidade. Há frotas de Tesla que conseguiram funcionar durante 330.000 quilómetros com a mesma bateria e, após esse período de utilização, perderam 23% de capacidade. Ou seja, de 418 para 320 quilómetros de autonomia, quase 100 km.

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Como afeta o carregamento rápido

O carregamento frequente não parece ter um efeito muito acentuado na perda de capacidade da bateria, mas outras variáveis, como a temperatura e a utilização de corrente contínua para o carregamento, sim. A degradação da bateria pode acentuar-se em locais mais quentes, mas além disso a utilização de carregadores rápidos, que usam corrente contínua para carregar, agrava a situação.

Quando se utiliza esta tecnologia com corrente contínua, a degradação é de 10% em seis anos, superior à que se produz quando se realiza um carregamento lento com corrente alternada de 120 ou 240 volts. Outro dado a ter em conta: a degradação não é linear.

Isto quer dizer que pode haver uma ligeira degradação nos primeiros anos e, de repente, ao atingir um determinado número de anos de utilização, pode produzir-se uma degradação rápida. Por esse motivo, a Geotab aconselha carregar a bateria do carro elétrico com um sistema de carregamento lento. Recomendam também manter a carga da bateria entre 20 e 80%.

Com isto não se deterá a perda de capacidade da bateria, mas aumentar-se-á a sua vida útil. De qualquer forma, a geração atual de carros elétricos tem apenas cerca de dez anos, pelo que ainda há muitos dados a recolher sobre o funcionamento e a duração das baterias em condições de condução real.

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