Etiqueta de pneus: chave para acertar nos seus próximos pneus

Redacción     20 February 2018     7 min.
Etiqueta de pneus: chave para acertar nos seus próximos pneus

Aprenda a interpretar esta etiqueta (etiqueta de pneus) e ficará a saber exatamente quando um composto vale o seu preço.

Se não sabe que pneu montar no seu carro (já lhe adiantamos que o barato acaba por sair caro: comparativo de pneus baratos vs premium), é importante que conheça a etiqueta de pneus europeia, um distintivo que o ajudará a saber a qualidade do pneu que está a comprar. Esta etiqueta mede três parâmetros-chave na hora de definir a qualidade de um pneu: segurança, eficiência energética e sonoridade.

 

Como ler a etiqueta do pneu

https://www.youtube.com/watch?time_continue=189&v=CpSQlfqDazQ

Qual é a qualidade de um pneu? Repare nos 3 parâmetros da etiqueta

Como dissemos antes, a etiqueta informativa dos pneus mede três parâmetros: a eficiência energética, a aderência em piso molhado e o ruído gerado pela borracha. A combinação destas três características indica-nos a qualidade global do composto.

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  1. Eficiência de combustível (logótipo situado no canto superior esquerdo): a letra A representa o maior grau de poupança de combustível, enquanto a letra G indica o contrário. Calcula-se que um pneu da classe A oferece uma poupança de mais de 300 € ao longo da vida útil do pneu.
  2. Aderência em piso molhado (ícone situado no canto superior esquerdo da imagem): tal como no caso anterior, a letra A representa o nível máximo de aderência, enquanto o nível G corresponderia à borracha com menos aderência. Em piso molhado, calcula-se que a diferença entre um pneu da classe A e G a 80 km/h se traduz numa redução de 18 metros na distância de travagem.
  3. Nível de ruído (ícone situado na parte inferior da imagem): a classificação do ruído exterior de um pneu mede-se em decibéis (dB) e na etiqueta é representada por uma, duas ou três ondas; sendo uma o nível mais baixo de ruído e três o máximo.

Aderência em piso molhado

Este bloco da etiqueta mede a aderência do pneu numa travagem em piso molhado. A aderência dos pneus é um dos aspetos mais importantes na segurança de um automóvel. Entre as borrachas de máxima valorização (letra A) e as de menor (letra G), existe uma diferença na distância de travagem de 18 metros; estes dados foram extraídos em pavimento molhado e a uma velocidade de 80 km/h. Embora seja apenas uma regra indicativa, cada letra que se desce nesta classificação supõe um aumento na distância de travagem em piso molhado de entre 3 e 4 metros.

Estas são as distâncias de travagem a 80 km/h que oferece cada pneu em função da sua categoria de aderência:

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Impacto do pneu no consumo de combustível

Este bloco da etiqueta mede a resistência ao rolamento dos pneus, um parâmetro que está estreitamente ligado ao consumo de combustível: quanto menor a resistência, maior a otimização da fonte de energia utilizada pelo veículo (combustível) e, além disso, menor é o nível de emissões de gases poluentes.

Como nos casos anteriores, a eficiência energética dos pneus mede-se com letras, de A a G. A é a que oferece um menor coeficiente de rolamento (menor ou igual a 6,5) e a G a que oferece o maior (CRR maior ou igual a 12). Ou seja, os pneus com a letra A são os que menos combustível fazem gastar ao seu veículo, enquanto os pneus com a letra G são os que mais aumentam o consumo do seu carro.

Se traduzirmos estes índices de referência em dados mais concretos, descobrimos que os pneus de classificação A consomem até 0,5 litros/100 km a menos do que os compostos com a pior classificação (letra G). Estes dados traduzem-se numa poupança de cerca de 300 € em combustível ao longo da vida útil do pneu, ou seja, cinco depósitos de combustível a cada 20.000 – 30.000 quilómetros, ou o que é o mesmo, o custo de um par de pneus. Em alguns casos, a poupança de combustível com pneus eficientes pode chegar a ser ainda maior, tal como indica a seguinte imagem publicada pela RACE.

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A União Europeia está a impor restrições exigentes em matéria de emissões de gases poluentes, o que levou a que a venda de pneus de classe G fosse proibida em 2014. O mesmo acontecerá com os compostos de classe F a partir de 1 de novembro de 2018.

Nível de ruído ambiental do pneu

Este terceiro bloco indica o ruído de rolamento exterior, expresso em decibéis (dB), que gera cada modelo de pneu. Este parâmetro está situado na parte inferior da etiqueta e representa-se graficamente com três riscos ou ondas de um altifalante, sendo 1 onda o ruído mínimo (abaixo de 68 dB), 2 ondas o termo médio (entre 68 dB e 71 dB) e 3 ondas o ruído máximo (mais de 71 dB). O último valor, os três riscos, poderá vir a ser proibido no futuro, já que gera até 4 vezes mais ruído do que o permitido. Neste ponto, é importante compreender que o aumento de volume entre um risco e outro não é linear, mas logarítmico, o que significa que 3 dB de diferença correspondem a uma redução de 50 % no ruído.

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COMPARATIVO: as marcas de pneus com melhor classificação

No seguinte gráfico publicado pela RACE, encontramos as marcas de pneus com melhor classificação em termos de eficiência energética.

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Conclusão: o que devo ter em conta na hora de escolher um pneu ou outro?

Logicamente, o melhor pneu será aquele cuja etiqueta ofereça a classificação A em eficiência energética, coeficiente de rolamento e apenas um risco de ruído ambiental. Mas, é a etiqueta a única coisa em que devemos reparar na hora de comprar um pneu? Como já deve ter imaginado, não.

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Cada pneu cobre uma necessidade diferente. Se, por exemplo, conduz um modelo desportivo, a aderência do pneu ganhará uma importância maior face à eficiência energética, já que as borrachas estarão mais preparadas para uma condução dinâmica. Em qualquer caso, o mais lógico é seguir sempre esta regra, pois o nível de aderência será o que lhe proporcionará maior segurança ao volante.

O nosso conselho: na hora de escolher pneu, procure em primeiro lugar os compostos com maior aderência. Entre as opções resultantes, escolha aquele que ofereça a melhor relação aderência/eficiência energética.

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Por outro lado, vários estudos demonstram que uma das causas de maior insatisfação do utilizador na hora de gastar um pneu é um desgaste demasiado rápido. Este é um parâmetro de vital importância que não vem especificado na etiqueta. Tão importante é que um pneu tenha boa aderência como que essa se mantenha com o tempo. Existem também outros valores a ter em conta, como a travagem a seco ou a aderência em curva. Antes de comprar um pneu, seria muito recomendável que se aconselhe sobre estas questões, seja através das próprias oficinas, das marcas de pneus… ou da imprensa especializada.

Em qualquer caso, vale a pena ter em mente a regra de ouro no que diz respeito aos pneus: o mais importante, seja qual for o pneu escolhido, é a manutenção. O melhor pneu do mundo transforma-se no pior se não tiver a pressão adequada.

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