Novo Alpine A110 R: com "R" de radical

Antonio Roncero    @roncero_antonio    4 October 2022     4 min.
Novo Alpine A110 R: com

A aerodinâmica otimizada, uma importante cura de emagrecimento e uma afinação específica do chassi transformam o Alpine A110 R num verdadeiro desportivo para desfrutar em circuito

Alpine A110 R 13

A Alpine completa a gama A110 com uma versão muito especial, o novo Alpine A110 R. E repara como será especial: o seu preço já marca distância em relação ao A110 mais caro até à chegada desta versão, o A110 Tour de Corse 75: o novo A110 R tem um preço de 103.000 euros, superando em mais de 20.000 euros a edição especial limitada.

O que tem o Alpine A110 R para justificar esta diferença, quando o motor continua a ser o 1.8 Turbo de 4 cilindros na sua variante de 300 CV? Pois muitas pequenas coisas que tornam o coupé francês um desportivo ainda mais radical. Porque o mais fácil teria sido dar mais uma “volta de parafuso” ao turbo para ganhar 40 ou 50 CV. No entanto, a única modificação que afeta o motor centra-se num novo sistema de escape de parede dupla com pós-injeção para conseguir um som mais vincado.

Alpine A110 R 6

Mas o A110 R está afinado até ao mínimo detalhe com o objetivo de proporcionar a melhor experiência de condução em circuito, sem renunciar a poder continuar a circular na estrada.

O Alpine A110 mais leve: fibra de carbono até nas jantes

Primeira medida: redução de peso. Uma cura de emagrecimento que, poupando gramas aqui e ali, permite deixar o peso final do A110 R em 1.082 kg. No total, isso representa 34 kg a menos que o Alpine A110 S, o que deixa a relação peso/potência em 3,6 kg/CV. Daí a melhoria nas acelerações: o A110 R precisa apenas de 3,9 segundos para atingir os 100 km/h a partir de parado (utilizando a função Launch Control), e percorre os primeiros 1.000 metros em 21,9 segundos. Não procures referências: é, de facto, um dos carros mais rápidos da sua classe.

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Para conseguir esta redução de peso, o A110 R utiliza um capô de fibra de carbono (poupam-se 2,9 kg). Também são fabricadas integralmente neste material as jantes, o que permite reduzir nada menos que 12,5 kg face às de liga de alumínio. Além disso, o seu desenho específico melhora o arrefecimento dos travões. O teto de carbono em preto contrasta com a cor azul mate escolhida para o lançamento do A110 R, a mesma do monolugar da equipa BWT Alpine F1 Team.

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Mais fibra de carbono encontramos no interior, neste caso nos bancos, o que reduz o peso em mais 5 kg. Aliás, como convém a um carro destinado a circular, mais cedo ou mais tarde, em circuito, equipa-se um cinto de segurança de 6 pontos. Outra área onde se reduz peso é no vidro traseiro. E, de novo, recorre-se à fibra de carbono, substituindo o vidro por uma espécie de tampa do compartimento do motor, integrando duas tomadas de admissão.

Aerodinâmica e chassi otimizados

O túnel de vento onde a equipa Alpine F1 afina os seus monolugares foi a ferramenta essencial para otimizar a eficiência da carroçaria do A110 R na luta contra o vento. Na sua configuração para circuito, a Alpine conseguiu reduzir a resistência aerodinâmica em 5%, o que permite ao A110 R atingir uma velocidade máxima de 280 km/h. Mas ainda mais importante é o ganho de carga no eixo traseiro, que chega a 29 kg (à velocidade máxima).

Para isso instala-se um asa traseira específica, além de um difusor e um fundo plano redesenhados. A asa, com suportes tipo “pescoço de cisne”, está menos inclinada e tem um ângulo de ataque menor do que no A110 S. Quanto ao difusor, fabricado em carbono e fibra de vidro, é de maiores dimensões e foram modificadas as suas aletas, que são maiores e mais baixas, com um perfil que conduz o ar até à extremidade.

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Todas estas modificações são acompanhadas de um ajuste especial do chassi, com a altura da carroçaria rebaixada em 10 mm, e a possibilidade de a reduzir mais 10 mm adicionais graças às suspensões ajustáveis. Também se utilizam molas 10% mais firmes e barras estabilizadoras mais rígidas (10% mais no eixo dianteiro e 25% mais no traseiro), enquanto os amortecedores oferecem 20 posições de regulação em compressão e extensão. A “cereja no topo do bolo” são os travões Brembo de alto rendimento e os pneus semi-slick Michelin Pilot Sport Cup 2 de série, nas medidas 215/40-18 à frente e 245/40-18 no eixo traseiro.

https://www.youtube.com/watch?v=6jKFn29whbw&feature=youtu.be

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