Novos helicópteros Pegasus: como funciona o seu radar, por que estradas sobrevoam e quanto nos custam?

Desde há um ano, os infratores de trânsito têm um inimigo implacável do qual é difícil escapar. Trata-se do Pegasus, um radar aéreo, montado num helicóptero que sobrevoa as estradas espanholas à procura de condutores que desrespeitam as normas de trânsito e que agora têm mais dificuldade em escapar a ser localizados e multados.
Mas o que sabemos realmente sobre o Pegasus? Tem a certeza de que conhece as zonas que sobrevoa, o tipo de estradas em que se concentra o seu trabalho e, sobretudo, o custo de cada uma das unidades do Pegasus que sobrevoam o nosso país? Vamos tentar esclarecer essas dúvidas.
O radar do Pegasus é composto por duas câmaras de alta precisão e por um software que traduz as imagens e as converte nos dados necessários para realizar as medições. A primeira câmara obtém uma imagem panorâmica da estrada e deteta os veículos que possam ultrapassar a velocidade máxima. A segunda câmara é capaz de oferecer mais pormenor, podendo captar o número da matrícula e identificar assim o carro em concreto para poder instaurar a contraordenação.
O sistema foi desenvolvido pela empresa canadiana Wescam e por uma equipa de designers espanhóis e está otimizado para funcionar a cerca de 300 metros de altitude sobre a estrada. A distância máxima para tomar as medições de forma eficaz é de um quilómetro entre o helicóptero e o carro. Quando localiza um veículo que possa estar a cometer uma infração, realiza três medições de velocidade.
Estas, tal como no caso dos radares fixos, têm uma margem de erro de 4%. Para se ter uma ideia, o erro sobe até aos 7% no caso dos radares móveis, mas o Pegasus mantém um valor reduzido e bastante fiável. Além da velocidade, a eficiente câmara de pormenor pode captar uma imagem do condutor, identificando se está atento à estrada ou, por exemplo, a falar ao telemóvel. Pelo menos, é o que nos dizem da DGT.
O Pegasus costuma voar sobre estradas secundárias, onde se localizam muitos dos acidentes mortais que ocorrem na Rede de Estradas do Estado. Nas vias de dupla circulação registam-se 78% dos acidentes, motivo pelo qual o Pegasus foi destinado a essas vias.
Este radar tem um custo semelhante ao dos radares fixos, embora não tenham divulgado valores exatos. Estima-se que esteja entre 60.000 e 170.000 euros por unidade, e o único que funcionou durante o ano passado estava equipado num Eurocopter EC-135. Este realizou 428 horas de voo em 2013 e acompanhou 8.500 veículos.
Destes, foram sancionados 1.441 condutores, que circulavam em média a 30 km/h acima do limite de velocidade da via. Estas infrações implicaram a perda de 1.280 pontos das cartas de condução dos sancionados, além do pagamento das coimas.
Este ano entrarão em funcionamento até cinco unidades adicionais, ou seja, serão seis os helicópteros equipados com Pegasus, o que aumentará o controlo sobre estas vias. Mas será que compensa economicamente o uso destes sistemas aéreos de controlo de velocidade?

Tendo em conta o custo de cada radar, que já vimos que poderá estar entre 60.000 e 170.000 euros, há que considerar que cada helicóptero só pode voar com o depósito cheio cerca de duas horas, em média. Cada hora de voo pode custar cerca de 1.500 euros, incluindo combustível e tripulação.
Um custo demasiado elevado para acompanhar os carros que circulam pelas estradas espanholas? Poderia ser, mas os resultados obtidos fazem pensar que pode autofinanciar-se, por mais desagradável que seja para os condutores que caem sob as suas câmaras ao cometer uma infração.
Se for possível salvar a vida de algum condutor, levando-o a moderar a velocidade e a redobrar as precauções ao conduzir, pode valer a pena tê-los a voar sobre as nossas cabeças. Mas, como sempre acontece com o tema dos radares e do controlo da velocidade na estrada, a linha que separa o útil do meramente arrecadatório é muito ténue e delicada.
Fonte | DGT – Produção própria
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Muy sencillo:
428 horas de vuelo a 1.500€ = 642.000 € a lo que sumar el coste del equipamiento.
Para autofinanciarse con las 1.441 sanciones estas serían de media de 445€. Teniendo en cuenta que se pagan con el 40% de descuento, eso supone que la sanción debería alcanzar de media los 800€, Las multas de 800€ acarrean 6 puntos, que multiplicado por el número de sanciones (1.441) alcanzaría 8.646, muy lejos de los 1.280 puntos que acarrearon.
No parece que salgan los números muy rentables. La menor retirada de puntos por exceso de velocidad es de 2. Así que para retirar 1.280 puntos, deducimos que ni siquiera la mitad de sancionados excedían tanto el límite como para acarrear retirada de puntos. Eso también indica que el riesgo que supone su infracción es cuestionable técnicamente.
¿salvar una vida? Sería la primera vez que un radar lo consigue. Seamos serios, las vidas las salva el sentido común, la atención de los conductores y su pericia, algo contra lo que no parece que se luche desde la DGT. No se incentiva a la gente a mejorar sus aptitudes al volante, no se plantean iniciativas con las aseguradoras para que los conductores asistan a cursos de conducción segura. Uno aprende mucho en esos cursos, sobre todo se aprende que no somos pilotos expertos y que los coches son muy difíciles de manejar en condiciones extremas. Te enseñan a frenar, que puede parecer una tontería, pero los datos son muy esclarecedores, el 60% de accidentes se podrían evitar si la gente frenase correctamente. Te enseñan a coger el volante y sentarte para poder tener la mayor capacidad de reacción en caso de enfrentarse a una situación comprometida. Sobre todo te enfrentan a ese tipo de situaciones para que aprendas a solucionarlas o a no agravarlas más. Normalmente la gente se enfrenta a ellas por primera vez en la carretera y no tiene otra oportunidad.
Con 620.000 € podemos pagar más de 1.000 cursos de ese tipo… y seguro que salvaría más vidas que el helicóptero que en la mayoría de los casos no impide que el conductor cometa la infracción ya que no se percata de su presencia.
Alex,
Yo también opino lo mismo con el tema de los cursos, que es mucho más efectivo y educativo, pero creo que no es competencia de la DGT, sino del propio conductor.
De hecho, en los últimos años estamos viendo mayor interés por nuestra parte (los conductores) y por las marcas de coches de aprender de esta manera, a conducir y evitar accidentes, no a circular y respetar las normas de circulación.
Estoy convencido que lo conseguiremos entre todos, es cuestión de tiempo.
Me da mucha pena q todo sea por dinero y no por ayudar al ciudadano
q pena