Opel Meriva 1.4 Turbo 120 CV, teste (parte I)

Diego G. Moreira     25 October 2010     4 min.
Opel Meriva 1.4 Turbo 120 CV, teste (parte I)

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O Opel Meriva era um dos modelos que tínhamos vontade de testar, sobretudo pelo seu inovador sistema de abertura das portas traseiras, visto que poucos modelos têm um semelhante (como o Rolls Royce Phantom) e queríamos saber em primeira mão se era de facto um sistema prático para o dia a dia.

O nosso Meriva tinha o motor a gasolina 1.4 Turbo de 120 CV associado a uma caixa manual de cinco velocidades, mais que suficiente para este tipo de motor. Inicialmente a gama do Meriva contava com poucas motorizações, mas agora já podemos escolher, além dos a gasolina de 100 e 140 CV, quatro novos motores diesel entre 95 e 130 CV.

Se procurarmos consumos reduzidos, sem dúvida é recomendável virar-nos para os motores diesel, inclusive o 1.3 CDTI de 95 CV pode ser um bom candidato para o Opel Meriva pelos seus consumos ajustados, com uma média de apenas 4,5 l/100 km. Mas voltando à nossa unidade, vejamos como se comportava o motor 1.4 Turbo de 120 CV.

Motor e desempenho

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Este motor turbo de 120 CV substitui o anterior 1.6 de 105 CV, e está disponível em três variantes de igual cilindrada mas escalonadas em 100, 120 e 140 CV. Para extrair o máximo rendimento do motor temos de o levar acima de 2.000 r.p.m. e aproximadamente ao chegar às 4.500 r.p.m. começa a perder força, pelo que é pouco elástico e obriga-nos a jogar bastante com a caixa. Caixa manual de cinco relações, mais que suficiente para este motor, e com uma 5.ª bastante longa que mantém os consumos em autoestrada.

Acima de 2.000 r.p.m. empurra com bastante força, mas ainda assim parece ter menos cavalos do que anuncia, e além disso encontramo-nos com um toque algo brusco. Se o mantivermos em rotações altas, o motor move sem problemas o Meriva, mas em termos de resposta faltava-lhe elasticidade e um pouco mais de suavidade.

Comportamento

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O anterior Opel Meriva já se gabava de um bom aprumo e conforto de marcha, e certamente a atual geração melhora-o porque é surpreendente ver as dimensões do veículo, como a sua altura, e ao mesmo tempo verificar que não se perde em zonas com curvas e que mantém a sua firmeza sem problemas e respeitando sempre o conforto interior.

Mesmo quando saímos para a autoestrada com ele temos uma boa resposta, está bastante bem insonorizado e quase não notamos ruídos no interior, e a estabilidade volta a ser muito boa, semelhante à de um automóvel de turismo. A direção destaca-se pela sua firmeza, é bastante precisa e na estrada agradece-se o seu toque, só na cidade, quando estamos a manobrar, sentimos falta de um pouco mais de assistência.

Como comentava anteriormente, o conforto de marcha não tem qualquer senão, visto que as suspensões têm uma boa calibração mantendo o equilíbrio entre firmeza e conforto interior e além disso não temos ruídos aerodinâmicos nem do motor, pelo que é um bom veículo para viajar e bastante confortável.

Consumo

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Como este motor tem uma faixa de resposta tão reduzida, vemo-nos obrigados a levá-lo muitas vezes bastante revolucionado, o que é totalmente contraproducente para conseguir bons consumos. Precisamente neste ponto é onde recomendo os motores diesel , sobretudo se nos movermos em ambientes urbanos, onde os consumos do nosso Opel Meriva a gasolina disparam com facilidade.

Na autoestrada, abaixo de 120 km/h, conseguimos um consumo que rondava os 7 l/100 km, mas em média, durante o teste, em ambientes urbanos e sobretudo em estrada (30-70%), tivemos um consumo médio de 7,5 litros aos 100 km, sem dúvida números algo elevados se o compararmos com o motor 1.4 TSI de 122 CV (que, além disso, tem uma resposta mais elástica).

Na segunda parte centrar-nos-emos no design, tanto interior como exterior, do novo Opel Meriva, sem dúvida um dos pontos em que mais se destaca positivamente este Meriva, e é que a sua praticidade interior está fora de dúvida e tem bastante amplitude interior.

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Fotos | David Taboada

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