Testámos o novo Audi A1 Sportback: guia de compra para escolher bem
Depois de testar por completo a gama do novo Audi A1 Sportback, podemos contar-te com mais detalhe o quão bem se comporta… e orientar-te na hora da compra para que escolhas a versão que mais te interessa.
A nova gama Audi A1 Sportback já está completa. Tens versões com motores TFSI de 3 cilindros com 95 e 116 CV, um interessante 1.5 de 4 cilindros com 150 CV, o desportivo 2.0 de 200 CV (lembra-te, todos a gasolina). E podes escolher entre variantes com caixa manual ou S tronic, quatro acabamentos, uma interessante série especial Epic Edition…
Os preços começam nos 20.760 euros da versão básica até aos 36.370 euros da mais potente e equipada. Mas… o que mudou realmente nesta nova geração do Audi A1? Traz mais qualidade? Como se comporta? Quais são as versões mais interessantes? Qual seria a “compra perfeita”?

Sentámo-nos ao volante da gama durante a apresentação nacional à imprensa, onde pudemos percorrer um bom número de quilómetros com todas as versões exceto o 25 TFSI, o único que não estava disponível. E estas são as nossas sensações. Mas antes, um vídeo com o novo Audi A1 Sportback para ir abrindo o apetite.
https://www.youtube.com/watch?v=HsVuzLHOYwM&feature=youtu.be
A segunda geração do mais “pequeno” dos Audi
Na altura já te contámos as principais novidades que traz a segunda geração do Audi A1 Sportback, que chegou ao nosso mercado em outubro de 2018, inicialmente na versão 30 TFSI. Aqui comentávamos o início da comercialização do Audi A1 e os seus preços.
Para nos situarmos, convém ter em conta algumas coisas. A primeira, que o novo Audi A1 substitui com esta versão Sportback as duas versões de carroçaria da geração anterior, o A1 de 3 portas e o de 5 portas com a mesma designação. E fá-lo com grande acerto.
Simplifica-se a gama, eliminando as versões de 3 portas, que neste segmento pouco atraem. E fazem-no com um novo A1 Sportback tão desportivo ou mais que o anterior de 3 portas… e muito mais versátil e prático que o seu antecessor de 5 portas. Veremos porquê mais adiante.

Mais coisas. A plataforma de base é a que internamente se conhece no grupo Volkswagen como MQB A0. Isto significa que o Audi A1 Sportback partilha base mecânica com o Volkswagen Polo, ou com o Seat Arona, para não ir mais longe. E é um autêntico “Made in Spain”, já que se fabrica na fábrica da SEAT em Martorell.
Estamos, portanto, perante um carro completamente novo, que ganha ligeiramente em comprimento até superar os 4 metros por apenas 3 centímetros, mantendo a largura de 1,74 m e reduzindo a altura para 1,41 m.
A mudança de desenho é, como podes ver nas fotos e no vídeo, radical. Muito mais agressivo, muito mais desportivo. E também mais personalizável: até 10 cores para o exterior, com duas para o teto, e possibilidade de escolher uma cor diferente para diversos elementos da carroçaria, com combinações de jantes muito chamativas.

Uma nova geração que dá um salto importante, não só estético. Qualidade dos materiais, ajudas à condução, sistemas de infotainment, apresentação interior… Ninguém poderá dizer que estamos perante o “baby Audi”, exceto no que diz respeito ao tamanho.
E dificilmente encontrarás alternativas se procuras um carro deste segmento que possa ostentar um verdadeiro premium. Alguma há, como o MINI, do qual se poderia dizer que joga noutra liga, explorando mais o trunfo da personalização, do design e da exclusividade, sem chegar à praticidade do dia a dia do A1.
O Audi A1 Sportback por dentro
A resposta a esta pergunta, que muitos se fazem ao comprar um compacto generalista e ver que por um preço semelhante podem aceder a um Audi A1, tem muito que ver com o preço. Mas também com tudo o que se relaciona com o espaço interior.
Começando pelo segundo, não podes esperar do novo Audi A1 Sportback que, com os seus apenas 4 metros escassos, ofereça um habitáculo como o de um Ford Focus, para dar um exemplo de um dos compactos generalistas de que mais gostamos.

Mas deves saber que ganha muito em espaço em relação à geração anterior. À frente, os quilómetros passam mais descontraídos ao contar com mais amplitude. Não só por espaço, também porque o desenho do tablier não oprime de todo. E atrás ganham-se uns centímetros importantes. Certo, não tantos para te fazer considerar um A1 Sportback como carro para fazer com frequência viagens longas com os lugares traseiros ocupados por adultos. Mas, medindo com fita, nota-se o avanço em relação à geração anterior.
A mala permite-lhe alargar notavelmente o raio de ação, ao ganhar 65 litros, e posicionar-se, com os seus 335 litros, entre as melhores dos carros com que concorre em tamanho, como é o caso do mencionado Volkswagen Polo. Tem formas regulares e aproveitáveis. E além disso, conta com um piso modular que pode colocar-se em diferentes alturas.

Já que estamos no interior, não podemos deixar passar a oportunidade de falar da qualidade de acabamento e da apresentação interior. O ajuste é muito bom, e a sensação de carro “premium” está lá. Nota-se também na disposição e na sensação que transmitem os comandos e o ecrã tátil ao acioná-los. Gostamos de que se mantenham botões convencionais para gerir as funções principais.
Ainda não vimos nenhuma unidade do novo Audi A1 Sportback nas versões mais básicas, em que se poderiam notar mais os plásticos duros, que predominam sobre os materiais acolchoados. Mas a sensação geral que transmite nos acabamentos superiores é magnífica.
Equipamento do Audi A1 Sportback
Isto é especialmente assim nas versões mais equipadas. Mas atenção, que o Audi A1 Sportback não fica mal servido desde o nível de entrada.
Para começar, a instrumentação é sempre digital, com um ecrã de 10,2 polegadas. Também não tivemos ocasião de comprovar a sua definição e a diferença em funções disponíveis e possibilidades de configuração face ao magnífico Audi virtual cockpit que traziam todas as unidades que testámos. Mas com um preço que oscila entre 175 e 190 euros, conforme as versões, é uma das opções que recomendamos não deixar para trás.

A versão básica do A1 Sportback inclui o sistema MMI Radio, bluetooth, limitador de velocidade, sistema de travagem automática de emergência Audi pre sense front, aviso de saída de faixa e jantes de liga de 15 polegadas.
A partir daqui é onde interessa ter em conta a política comercial da Audi, que à medida que sobes de versão acrescenta equipamento com uma poupança importante em relação ao que custaria equipar esses elementos separadamente.
Por exemplo, por mais 1.400 euros sobre a versão base, vale sem dúvida a pena o Advanced. Soma o MMI Radio plus, interface para telemóvel, acabamento interior em black panel, sistema multimédia com ecrã tátil de 8,8 polegadas, e dois elementos que fazem o A1 parecer muito mais atraente, como são o teto em cor de contraste e as jantes de liga já de 16 polegadas.

A partir daqui tens já duas possibilidades de personalização, que não acrescentam elementos funcionais. Os S line custam mais 1.300 euros em relação aos Advanced. Incluem jantes de 17 polegadas, suspensão desportiva e linha exterior S line. Do S line podes subir ao Black Line por mais 1.200 euros. Aqui, as jantes de 17 polegadas são da Audi Sport, e acrescenta retrovisores em preto, vidros traseiros escurecidos e pacote de estilo negro.
A Audi também comercializa de origem a edição limitada Epic Edition, que toma como base o acabamento Black Line. Somando 1.700 euros levas o A1 mais “exclusivo”, com faróis e farolins escurecidos, pintura metalizada, jantes de 18 polegadas e diversos elementos de estilo.

A nossa recomendação é optar pelo Advanced e recorrer a alguns dos pacotes opcionais. Interessa o pacote tech, que por 990 euros acrescenta o Audi virtual cockpit, volante multifunções, auxílio de estacionamento traseiro e preparação para o sistema multimédia superior, o MMI Navegação plus. Poupas 20% em relação ao seu preço individual.
Os motores do Audi A1 Sportback: sim, com 3 cilindros basta
Com a gama já completa, e deixando de lado o A1 40 TFSI de 200 CV como versão de desempenho e desportiva, equiparável em sensações ao próprio Audi S1 da geração anterior, a dúvida razoável pode estar entre as duas versões do motor 1.0 de três cilindros, ou entre o 1.0 de 116 CV e o 1.5 de 150 CV.
A resposta é fácil, mesmo sem ter testado o 25 TFSI de 95 CV. O mais potente custa menos de 1.200 euros adicionais. Mas não só levas um carro com mais capacidade de aceleração e de recuperação, ou seja, com melhores prestações e mais prazer de condução.
O 30 TFSI de 116 CV passa da caixa de cinco velocidades do 25 TFSI para uma de seis, o que também se nota. E em utilização real, não só não vai consumir mais que o A1 de entrada na gama. É que, se saíres para a estrada ou circulares com o carro carregado, até gastarás menos. Outra vantagem é que podes optar pela caixa S tronic de dupla embraiagem com 7 velocidades, sempre recomendável, apesar do seu sobrepreço, de cerca de 1.900 euros.

O A1 30 TFSI é, portanto, uma opção perfeitamente recomendável pela sua relação entre preço e prestações. Não é o 3 cilindros mais refinado quando se aperta o conta-rotações, mas o ruído nunca chega a ser incómodo. A quem não goste, sempre pode recorrer à função que amplifica artificialmente o som do motor através das colunas, quando se seleciona o modo “dynamic” no Audi drive select.
Quanto ao consumo, segue muito a linha do que exijas ao motor. Se conduzires de forma tranquila ou normal, pode gastar muito pouco, abaixo dos 7 l/100 km. Se lhe exigires o que é capaz de dar, andarás mais perto dos 8,5 l/100 km.

Compensa então o 1.5 do A1 35 TFSI, já com quatro cilindros e 150 CV? Pois proporcionalmente não encontrarás um carro tão rápido como esperarias pela sua potência, justamente ao contrário do que acontece com o 3 cilindros de 116 CV, que rende muito mais do que à partida esperas. Sim, surpreender-te-á o seu consumo: pode gastar realmente pouco, chegando mesmo a fazer sombra ao 3 cilindros em determinadas condições de utilização.
A nossa recomendação é escolher o 35 TFSI se tens claro que procuras o máximo refinamento de utilização, ou se te importa esse plus de prestações face ao 30 TFSI, seja porque gostas de conduzir de forma ágil em estradas de curvas, seja porque frequentas vias onde é preciso ultrapassar ou viajas muitas vezes com carga. Para o resto, investiríamos a diferença de preço entre o A1 30 TFSI e o 35 TFSI em montar a caixa S tronic no motor “pequeno”.

Quanto ao comportamento dinâmico do novo A1 Sportback, nada que não esperássemos. É um carro muito agradável e fácil de conduzir, ágil e manobrável em estradas de curvas, mas ao mesmo tempo estável e com grande aplomb para o seu tamanho em vias rápidas.
Podes escolher a suspensão desportiva opcional sem medo de que o conforto fique comprometido, algo que não se pode dizer se combinares esta última com os pneus mais “extremos”, em jantes de 18 polegadas e perfil muito baixo. Mas isso só faz sentido se falarmos do 40 TFSI. E para esse, já em cheio, o ideal é optar pela suspensão com amortecimento controlado eletronicamente. Levas um autêntico “GTI”.
Preços do Audi A1 Sportback: desde 20.760 €
Estes são os preços do novo Audi A1 Sportback nas versões de acabamento básico.
| Versão | Preço desde |
| A1 Sportback 25 TFSI 95 CV 5 vel | 20.760 € |
| A1 Sportback 30 TFSI 116 CV 6v / S tronic 7v | 21.940 / 23.810 € |
| A1 Sportback 35 TFSI 150 CV 6v / S tronic 7v | 23.540 / 25.410 € |
| A1 Sportback 40 TFSI 200 CV S tronic 6 v | 33.350 € |
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