Bugatti Veyron Superesportivos
1.000 CV e 407 km/h: completam-se 15 anos do recorde de velocidade do Bugatti Veyron
Há 15 anos, o Bugatti Veyron tornou-se o primeiro carro de produção em série a ultrapassar os 400 km/h de velocidade máxima.
Parece que foi ontem. Mas já passaram 15 anos desde que o Bugatti Veyron quebrou a mítica barreira dos 400 km/h de velocidade máxima num carro de produção. O Veyron conseguiu atingir os 407 km/h, estabelecendo um recorde que o tornou um verdadeiro ícone.
Recordemos que, para alcançar tamanho marco, o Bugatti Veyron recorreu a soluções de engenharia nunca vistas até então. Por exemplo, o seu motor W16 de 8 litros e quatro turbocompressores, um por cada um dos seus quatro bancos de cilindros em W, oferecia uma potência de 1000 CV e um binário máximo de 1.250 Nm. Hoje em dia não são números que surpreendam tanto, pois conseguem-se facilmente com a ajuda da eletrificação.

Com este motor, o Veyron podia acelerar de 0 a 100 km/h em 2,5 segundos, e atingir o dobro dessa velocidade em apenas 7,3 segundos. E o mais importante: cumprir um dos objetivos para os quais foi concebido, que era alcançar o número mágico dos 400 km/h.
Para isso, o Veyron mudava totalmente a sua configuração aerodinâmica, primeiro a partir dos 220 km/h, e depois ao chegar aos 380 km/h. Como podes imaginar, o efeito dos aerofólios e do difusor, acionados hidraulicamente, tentava em cada momento manter o carro colado ao solo, para que não descolasse.
A “chave” mágica para os 400 km/h
O piloto encarregado de estabelecer esse recorde, Uwe Novacki, tem hoje 71 anos. E recorda com nostalgia o privilégio que foi, em 2005, tornar-se o primeiro a superar a barreira dos 400 km/h com o Veyron. Aliás, 15 anos depois são ainda muito poucos os que podem gabar-se de ter estado ao volante de um carro acima dessa velocidade.
“Para atingir essa velocidade, durante as tentativas tens de manter a concentração e antecipar-te à estrada e ao que o carro pode fazer. Qualquer irregularidade no asfalto, ou qualquer movimento na direção, pode ter consequências dramáticas”
O que muitos não sabem é que, para atingir essa velocidade, foram necessárias muitas tentativas, não se conseguiu à primeira. E também que, para chegar aos 400 km/h, o piloto tinha de acionar uma segunda chave no interior do veículo, a denominada “Sped Key”, que configurava todos os ajustes do carro para o recorde.
Nas primeiras tentativas mal se conseguiu atingir os 380 km/h. Até que o organismo alemão TÜV SÜD pôde certificar finalmente uma velocidade máxima de 408 km/h, embora em algumas das provas os indicadores de velocidade tenham chegado a registar até 411 km/h.

Posteriormente, o Veyron estabeleceu novos recordes: 431 km/h com a versão Super Sport de 1.200 CV em 2010, e 408,84 km/h com o Veyron Grand Sport Vitesse em 2013, novo recorde para um roadster. Em 2019, Bugatti lançou-se de novo na corrida pela velocidade com o Chiron Super Sport 300+, estabelecendo um registo de 490,484 km/h.
Hoje em dia, a nova meta, ultrapassar os 500 km/h, também parece inalcançável. Mas já há quem esteja bem posicionado para o conseguir, como o Koenigsegg Jesko Absolute. Mas isso é outra história.
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