Alpina poderia ter conseguido que o BMW M1 não tivesse desaparecido

Um dos desportivos mais emblemáticos da marca bávara é o BMW M1, que foi apresentado em 1978. O desportivo de motor central traseiro é considerado o pai da gama M da BMW, mas, infelizmente, a história mostra-nos por que razão não se deu continuidade à sua produção, apesar de a Alpina ter sido a chave de tudo. Talvez os custos, ou talvez as excessivas alterações que deviam ser feitas para que o fabricante especializado em modelos BMW decidisse produzi-lo, condicionaram o futuro do M1.
O BMW M1 saiu de produção em 1981, mas a história poderia ter sido diferente se a Alpina se tivesse envolvido. Segundo o fundador da empresa, Burkard Bovensiepen, a BMW contactou-os e perguntou se estariam interessados em continuar a produção do modelo. A empresa viu a oportunidade como interessante e criou uma lista de alterações necessárias, que seriam de cumprimento obrigatório para que o desportivo fosse mais competitivo.

A alteração mais importante que a Alpina queria implementar no BMW M1 era aumentar a distância entre eixos do carro. Bovensiepen sustenta que o habitáculo era demasiado estreito, já que o carro foi concebido originalmente para a competição. Segundo o fundador: “Realmente não se tiveram em conta as necessidades dos passageiros nem a capacidade de condução quotidiana”.
A Alpina também exigiu que um dos seus motores fosse instalado, pelo que se tornou necessária a modificação da arquitetura, bem como a criação de um sistema de refrigeração melhorado. Infelizmente, a Alpina acabou por recusar a ideia de continuar a fabricar o BMW M1. Tendo em conta o nível de alterações necessárias e os custos que isso implicaria, não é difícil perceber porquê.
Via | Car & Driver
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