Assim é o SsangYong Rexton DKR "made in Spain" para o Dakar 2019
A SsangYong regressa ao Dakar com um projeto desenvolvido integralmente em Espanha. Revelamos-te todos os segredos do novo SsangYong Rexton DKR.
A SsangYong surpreendeu toda a gente no ano passado ao anunciar a sua participação no Dakar com o Tívoli DKR poucos meses antes do início da prova. O carro foi desenvolvido em tempo recorde, e poucos teriam apostado que Óscar Fuertes e Diego Vallejo conseguiriam cumprir o objetivo de chegar à meta.
Agora, para o Dakar 2019, a SsangYong volta à carga com o SsangYong Rexton DKR. E fá-lo com a mesma ilusão do ano passado, com a mesma equipa de piloto e copiloto e com um carro completamente novo, desenvolvido pela SsangYong Motorsport em Espanha. Promete maior fiabilidade e melhores prestações, pelo que os objetivos para este ano são ainda mais ambiciosos.


Tanto é assim que este ano a equipa inscreveu até um camião 6×6 que, além de disputar a corrida, fará trabalhos de assistência ao Rexton DKR, juntamente com um SsangYong Rexton de série e uma autocaravana.
Estas são as características mais destacadas do novo SsangYong DKR, que enfrentará a partir do próximo dia 6 de janeiro uma corrida de 5.000 km em dez etapas, das quais 70% se disputarão sobre areia. Mais do dobro do que na edição anterior!
Formato buggy com tração 4×2
Tal como o percurso do raide mais duro do mundo tem evoluído, o melhor formato possível é o de um buggy com tração às rodas traseiras. Assim é o SsangYong Rexton DKR, enquadrado na categoria T1.3: veículos de duas rodas motrizes, com motor a gasolina.
Repete, portanto, a configuração do Tívoli DKR do ano passado, mas com uma novidade muito importante de partida: com 1.837 kg, reduziu-se o peso em 220 kg. Para isso, o chassis tubular é feito em crómio-molibdénio, e a carroçaria também é mais leve.

O “coração” deste dragão (caso não o saibas, SsangYong significa “duplo dragão”, e o logótipo representa as asas deste animal mitológico) volta a ser um V8 a gasolina, muito melhorado. Trata-se de um motor com a configuração clássica dos V8 americanos “de sempre”, com injeção direta, árvore de cames central acionada por varetas e balancins e apenas 2 válvulas por cilindro. Lembra-te: nestas corridas o que conta é a robustez e a fiabilidade. Com uma nova unidade de controlo programável MoTec que permite mudar de mapa em tempo real, a potência aumentou dos 405 CV para os 450 CV, com um binário máximo de 500 Nm.

Para além da potência, melhorou-se a eficiência (a redução de peso tem muito que ver com isto). Isto permite também reduzir a capacidade dos depósitos de combustível, fabricados pela Pyrotect, que totalizam 300 litros de combustível. Alguns dados interessantes: o SsangYong Rexton DKR tem um consumo médio aproximado em corrida de 55 litros aos 100 km, a velocidade máxima é de 195 km/h, e acelera dos 0 aos 100 km/h em 4,5 segundos.
Preparado para a ação
A potência do V8 transmite-se às duas rodas traseiras através de uma caixa de velocidades Sadev manual-sequencial de dentes retos com 6 velocidades, ligada ao motor através de uma embraiagem cerâmica de três discos da AP Racing, capaz de suportar um binário de até 1.500 Nm. O diferencial autoblocante é do tipo Torsen, com mais bloqueio do que no Tívoli DKR, tanto em aceleração como em retenção.

Os pneus são fundamentais numa competição como o Dakar, e na SsangYong não quiseram experiências, recorrendo aos Yokohama Geolandar M/T que deram um resultado magnífico na edição anterior. Como novidade, vão montados em novas jantes Raceline que permitem usar pressões mais baixas para facilitar a passagem pelas dunas. Para isso, o Rexton DKR dispõe de um sistema de enchimento automático a partir do próprio cockpit.

Mais melhorias: suspensões e travões. As primeiras continuam a ser assunto dos especialistas da KING, com dois amortecedores telescópicos por roda reguláveis em compressão e extensão. Os cursos de suspensão são de 400 mm no eixo dianteiro e de 600 mm no traseiro. Quanto aos travões, os novos discos ventilados com núcleo central desmontável de 310 mm de diâmetro, abraçados por pinças de 6 pistões com pastilhas Pagid Racing, não só melhoram em 30 por cento a superfície de atrito, como também a dissipação de calor.

Ao piloto madrileno Óscar Fuertes brilham os olhos com especial intensidade quando comenta: “Na nossa segunda participação no Dakar, voltaremos a partir com o objetivo principal de chegar à meta, melhorando se possível a nossa posição na classificação geral. Estamos convencidos de que a experiência acumulada e o novo Rexton DKR nos permitirão render a um grande nível”. Far-lhe-á companhia novamente Diego Vallejo, que pode orgulhar-se de ter cruzado a meta do Dakar nas suas três participações anteriores.

Desde o top10motor, desejamo-vos toda a sorte do mundo nesta nova aventura!
Galeria de imagens SsangYong Rexton DKR
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