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Audi A7 3.0 V6 TDI BiTurbo 313 CV, teste (Design exterior, habitabilidade e acabamentos)

Já fizemos uma primeira abordagem ao Audi A7 que na Highmotor testámos para vós. Na primeira parte do teste explicámos como se comporta e as suas prestações com o seu potente motor diesel BiTurbo de 313 CV. Com um diesel assim, quem quer um motor a gasolina?
Outro dos atrativos do Audi A7 é o seu marcante design exterior, um coupé de quatro portas com um claro cunho desportivo que não deixa ninguém indiferente. Disto, do seu interior, do espaço que oferece aos ocupantes e do tamanho da sua mala é de que vos vamos falar nesta segunda parte do teste.
Design exterior

O que mais chama a atenção no carro é a sua frente, imponente e agressiva. A nossa unidade tinha o acabamento S-Line e os faróis dianteiros eram LED para todas as funções de iluminação, criando uma imagem vanguardista.
À partida pode parecer que não tem faróis de nevoeiro, mas tem, só que estão integrados nas luzes. O seu funcionamento é correto; tivemos oportunidade de os testar com nevoeiro e não iluminam tão baixo como os típicos situados na parte inferior do para-choques, mas oferecem uma iluminação adequada.
Os para-choques desportivos e as saias laterais mantinham a imagem desportiva própria de um veículo que ultrapassa os 300 CV. A traseira faz honra à filosofia coupé, com uma queda pronunciada, terminando nos faróis de grandes dimensões, também com tecnologia LED. Na parte inferior do para-choques traseiro estão duas saídas de escape, e dispõe de um spoiler que se desdobra eletricamente, ao ultrapassar os 130 km/h ou se premirmos o botão no interior.

Lateralmente as jantes de grandes dimensões, 20 polegadas e as portas com janelas sem moldura remataram o conjunto. Os pneus tinham medidas 265/35 R20, um perfil demasiado baixo em zonas com o asfalto muito irregular. Destaca-se também a grande abertura da tampa da mala; há que ter cuidado se a abrirmos dentro de garagens que não sejam muito altas.
Design interior, espaço e habitabilidade
Por dentro, o tablier acolhe o condutor, com uma posição de condução baixa, de tipo desportivo e com tudo à mão. Os bancos S-Line oferecem uma boa sustentação do corpo, ideal para conduzir de forma mais dinâmica e com bom apoio lateral. O banco traseiro é extensível, algo que o passageiro da frente irá agradecer sobretudo.

As linhas de design do tablier lembram muito o Audi A6, já que partilham elementos. A qualidade é elevada; praticamente todo o tablier tem plásticos macios e agradáveis ao toque, assim como acabamentos muito corretos.
O grande ecrã central é o centro das atenções na consola central; este ecrã é elétrico e recolhe-se quando desligamos o carro. Todos os comandos para controlar o sistema multimédia estão no túnel central, o que é típico em todos os Audi.
Surpreendeu-nos o enorme ecrã de instrumentação, a cores e com muita informação sobre o carro, computador de bordo, sistema multimédia, telefone, navegador, entre outros.

Nos bancos traseiros há espaço para três ocupantes, é um cinco lugares (elemento diferenciador face a um Mercedes CLS, que só tem quatro lugares), mas na realidade está concebido para que duas pessoas viajem com todo o conforto. Certo é que o teto é baixo e não há muita altura para a cabeça. Os ocupantes dos lugares traseiros, além de disporem de bancos confortáveis, também têm duas saídas de ar no túnel central e laterais.
Arrumações e mala

No capítulo das arrumações o Audi A7 vem muito completo: dispõe de um porta-luvas principal de grande dimensão, de bolsos nas portas normais, de porta-copos, de um compartimento à frente da alavanca de velocidades e de um pequeno cofre debaixo do apoio de braço.
A mala é ampla, mas não é muito profunda. Sim, como já vos tinha adiantado, há que ter cuidado com a tampa, porque abre muito e numa garagem baixa pode dar-nos um susto. No total tem uma capacidade de 535 litros.
Na terceira parte do teste falaremos do equipamento, dos sistemas de segurança que incluía o nosso Audi A7, dos preços e poremos o ponto final com a nossa avaliação do carro.

Fotos | Equipa de testes, Ruben R., Sergio R., Diego G. Moreira
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