Carros com história: Jaguar XJ220

Fernando Alvarez     10 February 2012     2 min.
Carros com história: Jaguar XJ220

Em carros com história, hoje recordamos o Jaguar XJ220, o desportivo mais rápido do mundo na sua época.

Não eram bons tempos para a Jaguar em meados da década de 80. A situação financeira da marca do felino não deixava muito espaço para luxos, transformada desde 1966 numa empresa estatal, para depois passar para a esfera privada em 1984. E precisamente nesses tempos de mudança, a Tom Walkinshaw e a Jaguar uniram forças para criar um dos desportivos mais impressionantes que a tradicional marca já teve.

Revelado em 1989, a crítica rapidamente se apaixonou pelo seu design peculiar, que parecia pronto para tomar a partida em Le Mans. Os menos observadores, e mais inclinados para a ação direta, caíram logo sob os efluvios do motor V6 turbo e os seus 550 cavalos e a possibilidade de ostentar o título de carro mais veloz do mundo, com os seus 350 km/h.

O Jaguar XJ220 estava originalmente destinado a ser ainda mais bruto do que acabou por ser. Quando a Ford adquiriu a Jaguar em 1988, encarregou-se também de todos os projetos da marca que aguardavam uma oportunidade melhor. Um deles era um super-desportivo com tração total permanente, 4 rodas direcionais, suspensão inteligente e um motor V12 de mais de 500 cv. Os norte-americanos pareceu-lhes simplesmente exagerado e muito caro de fabricar, por isso eliminou-se a tração total e empregou-se um motor que era a metade do que se pretendia.

Um dos carros mais caros do mercado que não tinha motor V12 era um absurdo para quem tinha de pagar cerca de 500.000 euros (a valores atuais) por ele, e dizia-se que tinha os interiores de plástico do Ford Escort para reduzir custos; assim, perante a promessa não cumprida do motor V12, muitos futuros proprietários acabaram por não comprar o carro, aos quais a Jaguar teve de levar a tribunal.

Com o motor V6, o XJ220 era, finalmente, o mais veloz e o de aceleração mais rápida do mundo. Com todos os problemas e a quantidade limitada de modelos fabricados (350 unidades), foi o sonho de muitos durante alguns anos, até que surgiu no horizonte o McLaren F1.

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