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Carros com história: Lamborghini Miura P400S

Nesta série que apresentamos aos fins de semana sobre carros com história, quisemos também mostrar-lhes alguns dos desportivos, muscle cars e exóticos que deixaram marca no mundo. Por isso, dedicaremos esta entrada a um dos primeiros Lamborghini que colocou a marca no exclusivo círculo dos exóticos, desde 1966 e até bem entrados os anos 70.
Este modelo em especial é uma evolução do P400, com um ligeiro aumento de potência, até aos 370 cavalos. O motor era um 3.9 litros, V12, em posição central-transversal. Enquanto a carroçaria ficou a cargo da empresa Bertone, o responsável final por dar forma ao Miura foi Marcello Gandini, um jovem designer naquela época. O desenho baseava-se muito no Ford GT40, um design muito baixo com uma frente bastante clássica para a época, que além disso estava pensado para uma boa aerodinâmica na hora de inscrever os carros em Le Mans, A corrida do momento.
No entanto, a forma do carro, algumas lacunas no desenho e a falta de acessórios aerodinâmicos causavam acidentes e sustos: à sua velocidade máxima, de cerca de 280 km/h, o carro tendia a elevar-se no ar; a torção do motor fazia com que o chassis acabasse dobrado e a direção era demasiado suave para o que se usava naquela época, fazendo com que literalmente tivesse de se conduzir com a ponta dos dedos.

O enorme calor do motor V12, atrás da cabeça do condutor, e alguma desconforto na posição de condução, que mais tarde herdaria o Countach, eram outros pontos negros para quem desfrutava desta beleza. Não por acaso, a sensação era a de estar a pilotar numa pista de corridas, que era o que Ferruccio Lamborghini queria alcançar. O modelo S do Miura depressa foi equipado com ar condicionado, fazendo com que pelo menos o calor do V12 não se sentisse tanto.

Apesar de ter estado vários anos em produção, só se construíram 768 unidades do Miura e do Miura S, tornando-o um carro muito difícil e muito caro de conseguir, mesmo em 1969. Mas serviu de base e de ponto de partida para aquilo que é hoje Lamborghini e para a filosofia que marcou os seus modelos atuais.
Fonte | Wikipédia,
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