O motor a diesel completa 120 anos

Corria o ano de 1893 e o automóvel ou veículo a motor já contava sete anos de vida de forma “oficial”, desde a patente de invenção que foi garantida a Karl Benz. No entanto, um engenheiro francês chamado Rudolf Diesel entrava para a história com a criação de um motor que levaria o seu nome.
Durante anos, Diesel trabalhou para poder utilizar outros combustíveis diferentes da gasolina, baseados nos princípios dos motores de compressão sem ignição por faísca, cujas origens remontam à máquina a vapor e que oferecem um maior desempenho. A 10 de agosto de 1893, Diesel pôs em funcionamento pela primeira vez o seu motor experimental, que tinha um único cilindro de cerca de três metros de altura, cujo pistão era movido por uma roda que fazia as vezes de cambota.
Ao longo da última década do século XIX, Diesel foi aperfeiçoando o seu invento. Em 1896, Diesel conseguiu melhorar o seu motor, que já tinha a seu favor uma eficiência energética teórica de 75%, contra apenas 10% do antigo motor a vapor. O princípio sobre o qual patenteou o seu motor era o de que o ar, ao ser tão comprimido, atingia uma temperatura superior à temperatura de ignição do próprio combustível.
No ano de 1897, a MAN produziu em série o primeiro motor segundo os estudos de Rudolf Diesel, encontrando para o seu funcionamento um combustível pouco volátil (fuel-oil), que naqueles anos era muito utilizado para iluminar os candeeiros da rua. No ano seguinte, Rudolf Diesel já era milionário, e os seus motores eram usados em múltiplas atividades, desde centrais hidráulicas e elétricas até automóveis, camiões e navios.
A sua morte ocorreu em circunstâncias misteriosas, pois desapareceu do navio que fazia a travessia de Antuérpia para Inglaterra, no qual viajava. Alguns falaram de suicídio, outros de assassínio. A sua morte deu origem a uma das primeiras teorias da conspiração baseadas em interesses instalados no ainda incipiente mundo do automóvel.
O motor diesel completa assim 120 anos de vida, sendo um dos preferidos do público pelo seu rendimento em combustível, durabilidade e robustez. As tecnologias modernas e a passagem dos anos melhoraram-no a ponto de hoje ser tão eficiente nos seus níveis de emissões e consumos como qualquer outro motor de combustão.
Deja un comentario


Os sete finalistas do Carro do Ano na Europa 2027 (COTY) são exclusivamente elétricos
Peugeot E-208 GTi: um brinquedo a pilhas que recupera o espírito dos desportivos dos anos oitenta
Novo Lexus ES: o luxo cresce e torna-se elétrico