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Renault fará uma chamada para revisão a 15.000 carros após detetar níveis elevados de emissões

Parece que o dieselgate que afetou há apenas um par de meses o gigante Volkswagen ainda não viu os seus últimos capítulos.
Agora é a Renault que se vê envolvida num caso semelhante, ao anunciar a chamada para revisão de 15.000 carros após detetar níveis elevados de emissões poluentes.
Por enquanto, este facto limita-se ao território francês, onde a ministra do Ambiente francesa, Ségolène Royal, anunciou esta mesma terça-feira que o fabricante gaulês fará uma chamada para revisão nos próximos dias a 15.000 carros após uma série de reuniões entre as autoridades e a marca.
Renault comprometeu-se assim a que 15.000 veículos equipados com motores diesel passem pelas oficinas da empresa para verificar, ajustar e confirmar que os sistemas de filtragem de partículas e gases funcionam corretamente. Este processo, como é habitual nas chamadas para revisão, não representará qualquer custo para os clientes.

De qualquer forma, a Renault destaca em todo o momento que o fabricante francês não cometeu qualquer fraude ou burla, já que nunca foi detetado nenhum tipo de software malicioso como o que veio à luz no caso Volkswagen. Segundo a Renault, todos os veículos da marca estão homologados, o que significa que, em condições de homologação -condições de laboratório- os modelos da marca do losango respeitam as atuais normas antipoluição.
Ainda não se sabe quais são os modelos afetados pela chamada para revisão
Esta medida é tomada apenas alguns dias depois de a Renault ter anunciado o lançamento de um plano de redução da poluição para todos os veículos da marca, quer sejam modelos a lançar quer veículos já em circulação. As suspeitas surgiram quando, há alguns dias, agentes da Comissão da Concorrência e da Fraude francesa estiveram a recolher informação nos escritórios da Renault em Paris, após detetar níveis elevados de poluição nos modelos Espace e Captur.
No entanto, atualmente não se sabe quais são os veículos que serão chamados para revisão, uma vez que a ministra não deu mais pormenores. As operações a realizar nos veículos que passem pelas oficinas demorarão aproximadamente meia hora, pois trata-se, em princípio, de uma reprogramação do software de controlo dos catalisadores.
Num primeiro momento, parece que quando a temperatura ambiente é inferior a 17º ou a temperatura do catalisador ultrapassa determinado limite, o sistema deixa de funcionar, o que faz com que as emissões momentâneas ultrapassem os limites. Também não se sabe se os propulsores afetados foram montados noutras marcas, uma vez que alguns dos motores diesel da Renault equipam modelos da Dacia ou da Mercedes-Benz.
Via | lefigaro.fr
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