Níveis de condução autónoma, em que consiste cada um?

Mónica Redondo    @MonicaRedondoD    10 July 2019     3 min.
Níveis de condução autónoma, em que consiste cada um?

Os níveis de condução autónoma são cinco e servem para classificar o modelo de acordo com o tipo de tecnologia que o equipa.

O setor automóvel está a sofrer uma grande mudança a passos de gigante, e a tecnologia está a invadir todos e cada um dos novos modelos que chegam ao mercado. Muitos fabricantes estão a concentrar os seus esforços na conquista do carro autónomo definitivo. Certamente já leu ou até ouviu mais de uma vez que a condução autónoma está dividida em cinco níveis, mas em que consistem os níveis de condução autónoma?

Os níveis de condução autónoma são um conjunto de diretrizes definidas pela Society of Automotive Engineers que têm como objetivo classificar as diferentes tecnologias pelo grau de intervenção do condutor. Atualmente existem cinco níveis.

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Nível 1 de condução autónoma

O chamado Nível 1 de condução autónoma é o mais básico. Pode-se dizer que é aquele em que um único elemento do processo de condução é assumido de forma isolada, como é o caso dos sensores e das câmaras. Neste nível, o condutor mantém plena capacidade para assumir o controlo do automóvel.

Isto não é novidade: já em 1990 a Mercedes-Benz incorporou o seu controlo de cruzeiro controlado por radar, enquanto a Honda tinha já introduzido o seu assistente de manutenção de faixa no Honda Legend de 2008.

Toyota Land Cruiser

Nível 2 de condução autónoma

A autonomia de Nível 2 é uma das mais frequentes que encontramos atualmente. Os computadores de bordo começam a assumir múltiplas funções que antes eram realizadas pelo condutor e são suficientemente inteligentes para combinar o sistema de direção com a velocidade, utilizando várias fontes de dados.

O automóvel executará tarefas relativas ao movimento do veículo, já que terá capacidade para atuar de forma independente. Contudo, continuará a necessitar da intervenção do condutor. Convém mencionar um subnível denominado 2+ que, segundo a SAE, é onde se situam atualmente os fabricantes. O condutor continua atento e no controlo, mas o automóvel também está consciente do seu meio envolvente e faz ajustes se necessário.

Nível 3 de condução autónoma

Neste patamar, o veículo poderá tomar decisões como travar ou mudar de faixa, mas pode continuar a precisar da intervenção do condutor. O novo Audi A8 pertence ao Nível 3 de condução autónoma, o que significa que o modelo tem o potencial de conduzir sozinho em algumas circunstâncias e assumirá o controlo de todas as funções críticas de segurança.

Está previsto que se chegue a isso em 2020. O condutor estará em modo de espera, mas pode desligar o sistema durante períodos de tempo.

Audi A8 2018

Nível 4 de condução autónoma

No início da próxima década, os carros conduzir-se-ão completamente sozinhos em áreas metropolitanas geocercadas, já que a comunicação entre automóveis e com o meio melhorará a precisão. Segundo Merc Christoph, guru dos autónomos, “é muito provável que simplesmente alugue o veículo, em vez de ser proprietário dele”.

Neste nível, será o carro quem conduz. Alguns fabricantes são muito otimistas e apontaram que será funcional em 2022.

coches autonomos carglass

Nível 5 de condução autónoma

A diferença entre o Nível 4 e o Nível 5 é muito simples: o último passo para a automatização completa não exige que o automóvel esteja no chamado “domínio de conceção operacional”. O modelo poderá conduzir completamente sozinho seja qual for o ambiente. Isto será possível graças à frequência, ao volume de dados e à sofisticação dos computadores e sistemas que o equipam.

Se as previsões se cumprirem, em 2035 haverá mais de 21 milhões de carros autónomos a nível mundial. Começará a meados da próxima década e é possível que os carros não montem volantes de série.

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