Compass Jeep Carros híbridos Testes SUV
Teste Jeep Compass 4xe, eletrificado, tecnológico e europeu
O novo SUV Compass, agora fabricado em Itália, melhora em acabamento, refinamento, tecnologia e sustentabilidade, graças à incorporação de motor elétrico

A silhueta exterior não muda substancialmente em relação à da geração anterior, embora recebe algumas modificações que o tornam mais moderno e atraente. A imagem de robustez do Jeep, característica nos seus 80 anos de existência, foi também transferida para este modelo de orientação um pouco mais urbana. Marcou o regresso da marca ao segmento C-SUV e tem sido o principal impulsionador do resultado comercial da marca, que representa mais de 40 por cento das suas vendas atualmente.
Agora apresenta uma linha mais moderna, com a clássica grelha Jeep mais elevada e inclinada, que integra novos faróis full-LED mais finos, com luzes diurnas embutidas nos grupos ópticos. Também são novas as luzes traseiras e o desenho das jantes, consoante o acabamento.
A versão Limited, mais urbana, conta com para-choques pretos e jantes de liga de 18 polegadas; a versão S recorre ao acabamento cinzento metalizado, para-choques pintado da cor da carroçaria e jantes de 19 polegadas, enquanto o Trailhawk, com uma orientação muito mais todo-o-terreno, apresenta um tratamento específico da grelha, para-choques e faróis de nevoeiro numa posição mais elevada e jantes de liga específicas de 17 polegadas com pneus específicos, que permitem melhores prestações fora de estrada. Além disso, esta versão melhora as cotas de todo-o-terreno, com melhores ângulos de entrada e saída, superior capacidade de vau (480 mm) e maior altura ao solo.

Começa a partir de 44.300 euros e chega até aos 48.000 da versão S, embora a marca inclua uma fórmula comercial interessante, com uma entrada de 9.700 euros, com uma prestação de 280 euros por mês, durante 36 meses e 10.000 km anuais.
Interior melhorado
O habitáculo foi remodelado com novos materiais e um desenho mais ergonómico. Apresenta um novo aspeto no tablier, consola central e painéis das portas. A mala não muda de forma nem de tamanho, embora seja oferecida com porta traseira de acionamento elétrico através de abertura com o pé. Anuncia uma capacidade de 420 litros nas versões híbridas plug-in.
Como é habitual no setor, os ecrãs ganham maior protagonismo para mostrar informação ou programar diversas funções. Assim, o painel de instrumentos digital full-HD de 10,25 polegadas, é de série no Limited, Trailhawk e S (opcional no Longitude), com muitas opções de configuração em cinco menus personalizáveis.

A consola central encontra-se agora numa posição mais alta e oferece um novo compartimento porta-objetos. Inclui a última geração do sistema Uconnect, com ecrã de 10,1 polegadas, que utiliza um processador mais potente com uma capacidade de resposta cinco vezes melhor que a geração anterior. Integra sistema operativo Android com atualizações na nuvem, navegador TomTom com reconhecimento de voz e funcionalidades de pesquisa do Google, e ligação sem fios através de Apple CarPlay e Android Auto.
Entre o equipamento incluem-se sistemas como o reconhecimento de sinais de trânsito, sistema de visão 360 graus, assistente de velocidade inteligente, alerta de deteção de sonolência, travagem automática de emergência com reconhecimento de peões e ciclistas, e Highway Assist, que combina o controlo de cruzeiro adaptativo e a centragem na faixa.
O sistema Uconnect 5 também oferece serviços conectados para os clientes: My Assistant, para solicitar assistência na estrada geolocalizada em caso de avaria; My Remote: para programar o carregamento, encontrar a localização do veículo, bloquear e desbloquear as portas, acender as luzes ou programar a climatização; My eCharge, que gere as sessões de carregamento, quer em postos públicos quer em casa; My Car, para verificar o estado e as condições do veículo, carga da bateria, pressão dos pneus, quilometragem e a manutenção programada. Inclui a função ponto de acesso WiFi para ligar até oito dispositivos e um sistema de alerta em caso de roubo do veículo.
Híbrido plug-in de 190 e 240 CV
A gama híbrida plug-in oferece-se com duas potências: 190 CV e 240 CV, combinadas com uma caixa automática de seis velocidades e tração às quatro rodas eAWD. O motor 1.3 de 4 cilindros –em configuração de 130 ou 180 CV de potência-, combina-se com um motor elétrico de 60 CV situado no eixo traseiro, alimentado por uma bateria de 11,4 kWh, de forma que pode entregar uma potência combinada de 190 CV ou 240 CV. Promete uma autonomia elétrica de 52 km, uma aceleração de 0 a 100 km/h em 7,5 segundos, uma velocidade máxima em modo elétrico de 130 km/h e de 200 km/h em modo híbrido.

Pode ser recarregado em marcha ou através de uma tomada de corrente externa, até um máximo de 7,4 kW. A esta potência demora menos de duas horas a recarregar por completo a bateria, enquanto, se for feito através de uma tomada doméstica de 2,3 kW, o tempo aumenta até às cinco horas.
Durante o breve contacto inicial tivemos pouca oportunidade de tirar conclusões determinantes, já que a bateria se encontrava completamente descarregada no momento de arrancar e o percurso não permitia fazer um carregamento muito elevado, embora tenhamos podido circular brevemente em modo elétrico puro em zonas de baixa velocidade.

Sem dúvida, é especialmente agradável este modo de condução em que não se produzem vibrações, a entrega de potência é completamente linear e progressiva e o nível de ruído é especialmente baixo. No entanto, os pneus de campo equipados na variante Trailhawk de 240 CV são mais ruidosos e têm um perfil maior, pelo que o comportamento na estrada não é tão refinado como o que podem proporcionar as variantes de orientação mais urbana.
Ainda assim, o comportamento em geral é muito agradável, tem um bom toque e transmite maior sensação de qualidade, tanto no funcionamento dos comandos, como na precisão da direção, travões ou suspensão, embora haja que recordar que esta versão mais especializada dispõe de suspensões com maior curso e uma altura ao solo maior do que o resto das versões.
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